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    <title>Ageu</title>
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    <description>Um jardim digital de Ageu, com pensamentos sobre tecnologia, filosofia e cultura.</description>
    <language>pt-br</language>
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        <title>Ageu</title>
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    <lastBuildDate>Thu, 09 Apr 2026 14:31:54 GMT</lastBuildDate>
    

    
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        <title>Para quem eu me tornei</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/37</link>
        <description><![CDATA[<p class="ql-align-center"></p><p class="ql-align-center"><br/></p><p>Nós não sabemos como será nosso futuro, ninguém sabe. Hoje estou bem, e amanhã posso nem estar mais vivo. A vida muda, nosso corpo se renova, pessoas nascem, pessoas morrem, coisas são criadas, coisas param de existir, o ciclo se repete.</p><p>Fico pensando como será minha vida daqui a 5 anos, será que ainda vou ser programador? Será que vou estar na minha empresa atual? Me mudei? Como será que vou estar fisicamente e mentalmente?</p><p>Pensando nisso, resolvi deixar algumas perguntas que pretendo responder daqui a 4 anos.</p><p><br/></p><ul><li>Você ainda gosta de quem você é quando está sozinho?</li><li>Você aprendeu a lidar melhor com sua própria mente? </li><li>Você está mais em paz ou mais ansioso do que antes? </li><li>O que hoje te tira a paz… ainda tem o mesmo peso?</li><li>Você aprendeu a lidar com frustração ou ainda evita? </li><li>Você se perdoou pelas coisas que te machucavam?</li><li>Você se tornou a pessoa que queria ser? </li><li>Você se respeita mais do que antes?</li><li>O que você mudou em si que mais te orgulha? </li><li>O que você ainda precisa melhorar, mas vem evitando?</li><li>Você está feliz de verdade ou só confortável? </li><li>Do que você está fugindo hoje? </li><li>Você está vivendo ou apenas existindo?</li><li>Você usou bem seu tempo ou se perdeu em distrações? </li><li>Você teve disciplina quando ninguém estava olhando?</li><li>Você escolheu o fácil ou o certo na maioria das vezes? </li><li>Você traiu quem você disse que seria?</li><li>Você está mais perto dos seus objetivos ou mudou completamente de direção? </li><li>Aquilo que parecia importante ainda faz sentido hoje?</li><li>Qual sonho você abandonou e deveria reconsiderar?</li><li>Você está satisfeito com seu trabalho atual? </li><li>Está aprendendo e evoluindo ou só “cumprindo tabela”? </li><li>Programar ainda te dá prazer ou virou só obrigação? </li><li>Você evoluiu tecnicamente ou ficou na zona de conforto? </li><li>Você construiu algo que realmente te orgulha?</li><li>As pessoas ao seu redor te fazem bem? </li><li>Quem ficou na sua vida e quem você precisou deixar ir? </li><li>Você cuidou de quem importa… ou deixou esfriar?</li><li>Você foi presente ou ausente com quem importa?</li><li>Você tem mais liberdade hoje ou mais responsabilidades? </li><li>O que você mais se arrepende de não ter feito? </li><li>Se pudesse voltar, o que faria diferente? Você virou alguém que seu “eu do passado” admiraria?</li><li>Você teve coragem de fazer o que sabia que precisava?</li><li>Se você pudesse dar UM conselho pra você de hoje, qual seria? </li><li>O que você gostaria de dizer para o seu eu do passado?</li><li>Valeu a pena o caminho que você escolheu? </li></ul>]]></description>
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        <pubDate>Thu, 09 Apr 2026 14:31:54 GMT</pubDate>
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        <title>Capitães de Areia é o retrato do Brasil de hoje</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/36</link>
        <description><![CDATA[<p></p><p><br/></p><p>Para quem nasceu no berço da miséria, poucas coisas mexem com você. Capitães de Areia, do Jorge Amado, é uma delas.</p><p>Essa história sobre os meninos que vivem na rua, na pobreza, com fome e frio, lutando para sobreviver, ainda é o retrato do Brasil. As aventuras de Pedro Bala e seus companheiros são lindas, tristes e deslumbrantes. O Carrossel nos faz lembrar que são apenas crianças. Pirulito, com sua dúvida em roubar a imagem de Jesus, nos dá uma sensação estranha, o que Deus faz por esses meninos?</p><p>Sem-Pernas quer o amor, mas o rejeita para cultivar o ódio que tem do mundo. Ele acha melhor se matar do que ser preso e torturado novamente.</p><p>Quantas maldades aquelas crianças não sofreram? Quantas crianças reais ainda hoje não passam por isso? Milhares. Todos os dias. Em cada cidade deste país. A diferença é que hoje elas não se chamam Pedro Bala, Sem-Pernas ou Boquinha. Elas têm outros nomes, vivem outros “Capitães”, enfrentam armas mais pesadas e um descaso, muitas vezes, maior. A atualização de Capitães de Areia está nos noticiários, nas estatísticas de violência contra jovens, nos números de evasão escolar e nas filas de abrigos superlotados.</p><p>Ler Jorge Amado hoje não é apenas um exercício literário; é um ato de reconhecimento. É encarar que a miséria que ele denunciou não foi resolvida, apenas se transformou. E, como ele mostra, enquanto houver um só menino dormindo sob um viaduto ou sendo caçado como um animal, a luta de Pedro Bala, ainda não terminou.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><em>“Que culpa eles têm? Roubam para comer porque todos estes ricos que têm para botar fora, para dar para as igrejas, não se lembram que existem crianças com fome.”</em></p>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/36</guid>
        <pubDate>Sat, 21 Mar 2026 02:27:19 GMT</pubDate>
    </item>
    
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        <title>Manutenção de verão</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/35</link>
        <description><![CDATA[<p></p><p>Em novembro fiz um post falando sobre a manutenção que tinha feito no sistema, agora novamente volto com um texto parecido. No início do ano resolvi mexer em alguns pontos aqui.</p><p>Nos últimos dias resolvi tirar o projeto da hospedagem compartilhada e migrar tudo para um VPS dedicado. Fiz isso por alguns motivos, como, por exemplo, ter mais controle sobre tudo. Na realidade, estava tendo alguns problemas na hospedagem antiga por conta de suas limitações. Por exemplo, estava com um problema de queda do sistema, e o script que fiz para reiniciá-lo não estava dando certo em vários momentos.</p><p>O blog roda em uma arquitetura mais "bonita". Uso o Nginx à frente, forçando HTTPS e cuidando das requisições, enquanto o backend Flask roda com Gunicorn como um serviço do sistema. A comunicação interna acontece via socket Unix.</p><p>Além disso, fiz alguns ajustes de segurança, configurei um firewall, Fail2Ban ativo e outras coisinhas. Isso é algo que costuma ficar nos bastidores, mas faz toda a diferença e evita problemas no futuro.</p><p>Mudei ainda o DB, migrei do SQLite para um PostgreSQL. O motivo é simples, estava com alguns gargalos por conta de como eram hospedadas as imagens em Base64. Sendo assim, estava ficando muito lento. Logicamente alterei isso. Além disso, fiz mais dois ajustes, o primeiro na parte de admin, que estava com um bug e não aparecia o botão de "voltar" para editar os textos, e também ao gerar o feed, que estava dando um erro.</p><p>Visualmente não mudei nada.</p><p>Por enquanto é isso.</p>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/35</guid>
        <pubDate>Wed, 11 Feb 2026 14:41:35 GMT</pubDate>
    </item>
    
    <item>
        <title>Ser o Amor</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/32</link>
        <description><![CDATA[<p></p><p><br/></p><p>Certa vez li que “amar é ser o amor para quem você ama” e passei um tempo refletindo sobre isso.</p><p>Ser o amor para alguém não é algo fácil. Você abdica de coisas, se adapta a outras, aprende e ensina.</p><p>Para ser o amor de outra pessoa, é preciso estar preparado para tudo, momentos de felicidade, tédio, medo e frustração. O amor é lindo e, ao mesmo tempo, difícil de entender. Desde o dia em que comecei a sentir amor, meu maior medo é perder a pessoa que mais amo neste mundo. Tenho, sim, medo de vê-la partir, de ficar sozinho.</p><p>Desde que estamos juntos, faço do amor um gesto diário. Faço o possível para ser a melhor pessoa que posso para minha amada.</p><p>Existe uma magia em se relacionar com alguém.</p><p>Eu me sinto amado quando percebo que um gesto meu fez o coração dela sorrir.</p><p>Quando ela sorri para mim, o mundo se cala, e eu chego ao céu. Ali, sei que sou amado.</p><p>Talvez a filosofia consiga explicar o amor, mas nenhuma palavra é suficiente para explicar o quanto amo vê-la feliz.</p><p>Você só entende o amor quando se torna o amor de outra pessoa. E, quando esse momento chegar, aproveite.</p>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/32</guid>
        <pubDate>Tue, 13 Jan 2026 19:30:57 GMT</pubDate>
    </item>
    
    <item>
        <title>27 anos contrariando as estatísticas.</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/31</link>
        <description><![CDATA[<p></p><p><br/></p><p>Hoje completo mais um ciclo da minha vida e sigo com o mesmo pensamento, cheguei numa idade que jamais imaginei que chegaria.</p><p>Este foi um ano maluco, mas muito bom. Conquistei duas das melhores coisas possíveis. A mais recente foi uma promoção para desenvolvedor na empresa onde trabalho, estava querendo muito isso e, finalmente, em janeiro começo como Dev. Todo o estudo valeu a pena.</p><p>Mas o mais importante deste ano tem um nome: Luma, minha namorada. Em que momento eu pensaria que passaria meu aniversário com a mulher da minha vida? Estou realmente surpreso, mas muito feliz por tê-la ao meu lado. A Luma é minha vida, me faz imensamente feliz, amo ela e amo cada segundo ao seu lado. Sei que vamos passar o resto de nossas vidas juntos.</p><p>Este ano também dei uma pequena pausa no blog. Não foi algo programado, na verdade, esqueci de pagar o domínio e depois fiquei sem dinheiro para renovar. Mas foi bom, mudei algumas coisas no visual e acho que ficou mais bonito.</p><p>Além disso, no trabalho consegui concluir meu primeiro projeto FullStack, ainda atuando no suporte. Foi muito legal e aprendi bastante.</p><p>No esporte, o ano não foi dos melhores,o São Paulo está uma desgraça, mas tenho fé que 2026 será melhor.</p><p>Não tenho muito mais o que falar. Ano que vem escrevo algo melhor.</p>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/31</guid>
        <pubDate>Fri, 19 Dec 2025 19:16:06 GMT</pubDate>
    </item>
    
    <item>
        <title>A FIFA, Trump e a Política da Hipocrisia</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/30</link>
        <description><![CDATA[<p></p><p>Enquanto escrevo isto, está ocorrendo o sorteio da Copa do Mundo de 2026 e, durante a cerimônia, aconteceu uma das cenas mais patéticas que já vi em 26 anos de vida. A FIFA deu a Donald Trump o “Prêmio da Paz”, um prêmio que, até ontem, sequer existia. A FIFA premia um sionista que apoia o genocídio do povo palestino; a FIFA premia alguém acusado de estupro e de envolvimento com menores.</p><p><br/></p><p>A mesma FIFA que baniu a Rússia de suas competições deixa “israel” participar até hoje. O futebol é o esporte mais popular do mundo, o esporte do povo. A FIFA inventar e entregar um prêmio a quem promove e apoia genocídio é cuspir na cara de bilhões de fãs do esporte em todo o planeta.</p><p><br/></p><p>Os Estados Unidos da América são o país que mais esteve envolvido em guerras na história. Mas, segundo a FIFA, seu presidente merece mesmo ganhar um prêmio de paz. Nem vou entrar no mérito do ICE, sequestrando e expulsando pessoas nos EUA, ou da política eugenista de Trump, para a FIFA, ele é alguém que supostamente se preocupa com os povos.</p><p><br/></p><p>Para nós, que amamos futebol, isso é um tiro no próprio pé. Eu já tinha um grande pé atrás com a escolha do local dessa Copa. Agora, pior ainda.</p><p><br/></p><p>Para que o futebol possa sobreviver nós precisamos destruir o capitalismo.</p>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/30</guid>
        <pubDate>Fri, 05 Dec 2025 18:04:37 GMT</pubDate>
    </item>
    
    <item>
        <title>A prisão como projeto falido de sociedade</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/29</link>
        <description><![CDATA[<p></p><p class="ql-align-center"><br/></p><p>O Brasil é o terceiro país com maior número de presos no mundo. Temos centenas de prisões e abrimos cada vez mais. Somos um país que fecha escolas e abre prisões. Estar preso é mais importante que educar.</p><p>Quando falamos em abolicionismo penal, todo mundo fala que é um pensamento utópico. Mas não seria a prisão uma utopia que tentamos colocar em prática e falhamos? A prisão sempre foi pensada para ser um lugar de reeducar, mas nunca foi. O preso entra na cadeia e é agredido, humilhado, passa fome, frio, fica doente, é tratado como um animal. Esse preso está aprendendo algo? Para mim, ele só está criando ainda mais ódio pelo sistema. E nem vou entrar no tema sobre as pessoas presas sem culpa alguma, pois sabemos como nossa "justiça" é injusta. A prisão não melhora nada, nem ninguém.</p><p>Toda prisão é uma prisão política. Nosso sistema é um filtro. Ele prende todos os que não consegue gerir, tira-os da sociedade e priva-os dos seus direitos, pois o capitalismo não sabe lidar com essa pessoa. Quem vai preso é o pobre, preto, periférico. É uma política de higienização, uma política de extermínio dessa classe.</p><p>Punir uma pessoa nunca serviu para prevenir nada. Se punir fosse útil, hoje em dia não existiam mais crimes. No lugar de punir alguém, devemos educá-lo, entender por que ele fez aquilo, entender o contexto e a situação que ele vive. Nossas penas são muito brandas? Uma pessoa que rouba um celular perde dois anos da vida. Se alguém rouba meu celular, eu não quero que essa pessoa seja presa, só quero meu celular de volta, um pedido de desculpas e entender o motivo que a fez praticar aquele delito.</p><p>Enfim, socialmente temos muito a mudar. Infelizmente essa pauta não é debatida. Além disso, esse tipo de pensamento é comum para os pobres, e a burguesia quer que o pobre se foda.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong><em>Texto escrito em algum momento entre 2017-2020</em></strong></p>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/29</guid>
        <pubDate>Thu, 04 Dec 2025 20:33:18 GMT</pubDate>
    </item>
    
    <item>
        <title>Notas sobre o fracasso da educação</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/28</link>
        <description><![CDATA[<p></p><p><br/></p><p>Nosso modelo educacional é falho, isso eu não preciso falar, primeiro, ele é falho em estrutura, colocamos em uma sala minúscula 40 alunos ou mais, esses alunos não têm cadeiras boas, não tem mesas, a sala é um inferno no verão e o um freezer no inverno, os professores não têm livros, não tem giz, não tem quadro negro; nossos professores são heróis, pois mesmo com essas condições conseguem dar aula, mas eles não estão isentos de críticas.</p><p><br/></p><p>Quando as escolas foram pensadas, elas tinham um propósito, passar o conhecimento de uma pessoa para outra, essa pessoa que recebia o conhecimento era da elite burguesa, logo, as escolas sempre foram pensadas para burguesia, veja que eu digo que a escola tinha a função de passar o conhecimento e não de ensinar, existe uma diferença entre passar e ensinar, eu posso passar para você o conhecimento de fazer um algoritmo, mas se eu não te ensinar a como elaborar uma estrutura de algoritmo você jamais vai ser capaz de criar a sua própria versão e nem de pensar por conta própria, essa estrutura de conhecimento está presente nas escolas até hoje, quantas vezes nós não recebemos um conteúdo na escola e quando perguntamos para o professor ele responde que não importa o motivo só precisamos lembrar daquela fórmula? Qual a importância de certos conteúdos para nós? As escolares não foram feitas para ensinar, foram feitas para padronizar um modo de pensar, você precisa saber disso, pois quando ENTRAR EM UMA EMPRESA, você será cobrado, a escola não nos prepara para vida, nos prepara para a indústria, nós somos preparados como ovelhas para seguir nosso pastor - o capitalismo - o que o capitalismo e a burguesia mais gosta são de pessoas obedientes que sigam seus mandamentos e não questionem nada, quando estamos na escola, essa figura é o professor, ele sempre está certo, está sempre de pé, no pedestal mais alto, ele é a pessoa ser seguida, claro, esse professor também está seguindo um padrão de anos, que como eu disse, foi feito pela elite.</p><p><br/></p><p>Eu sempre odiei a escola, ódio a faculdade, quem gosta desses lugares vai amar os empregos de merda que o capitalismo nos oferece.</p><p><br/></p><p>Nosso sistema educacional deveria ser completamente reestruturado, faz algum sentido uma criança/adolescente perder mais da metade do seu dia numa sala fechada, por acaso nós somos gados?</p><p><br/></p><p>Porque os professores devem ser nossos mestres, nossos senhores, nós somos escravos deles, perdemos nosso direito de fala? Por que devemos sempre seguir um modelo educacional falido?</p><p><br/></p><p>Defendo uma educação libertária, que não pense no mercado, que não pense em formar um novo Bill Gates, mas que forme pessoas que tenham capacidade de pensar, de fazer seu próprio julgamento, que consigam trabalhar em grupos, os alunos precisam ter mais participação na escola, na educação, na sua vida.</p><p><br/></p><p>Uma educação libertária deve passar por alguns pontos, primeiro que os alunos devem escolher aquilo que eles querem estudar, fodam-se esses roteiros pré-definidos, foda-se a matéria, ciências, artes, foda-se toda essa merda, se não me interessar eu não quero estudar, mas se me interessar logo eu vou me aprofundar, não quero às pessoas me digam a importâncias das fórmulas, eu quero descobrir, nosso conhecimento tem que ser uma fusão entre nosso trabalho intelectual e manual, tem que buscar respostas as nossas necessidades e exigências da vida de cada uma, a realidade que você vive não a mesma que a minha, o conhecimento que você tem não me serve, o aluno tem que estar com a mão em tudo, no que quer estudar, na organização da escola, na organização dos trabalhos, e se ele não quiser estudar, está tudo bem, a escolha é dele.</p><p><br/></p><p class="ql-align-justify">Logicamente existem muitos empecilhos nesse meu pensamento, o maior deles se chama capitalismo, antes de tentar fazer mudanças tão radicais é preciso de uma sociedade mais igual, temos muito o que mudar ainda para um dia alcançar um nível de educa que eu proponho.</p><p class="ql-align-justify"><br/></p><blockquote class="ql-align-justify"><strong><em>Texto escrito em algum momento entre 2017-2020</em></strong></blockquote><p><br/></p>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/28</guid>
        <pubDate>Sun, 30 Nov 2025 23:53:28 GMT</pubDate>
    </item>
    
    <item>
        <title>Em que momento deixei o futebol me dominar?</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/27</link>
        <description><![CDATA[<p></p><p><br/></p><p>Nada nesse mundo me irrita e me deixa tão feliz quanto o futebol, realmente não tenho um relacionamento saudável com o esporte, ou choro de felicidade, ou passo dias com uma raiva enorme.</p><p>Hoje, infelizmente, foi um dia de raiva, mais um resultado negativo, uma derrota fora de casa em um clássico, o time não jogou absolutamente nada.</p><p>Não consigo explicar com palavras meus sentimentos, é uma sensação bizarra de vazio por dentro, de saber que não posso fazer nada. Em que momento da minha vida eu deixei que um time de futebol pudesse me afetar tanto?</p><p>Sei que daqui a uns dias esse sentimento vai passar, já passei por isso antes e vou passar novamente, mas o futebol mexe muito com meu coração, mexe com meus sentimentos. Mais uma vez, sei que não é saudável, mas amo o São Paulo, amo o esporte, amo nossa torcida, isso só vai parar no dia que meu coração parar de bater, até lá preciso aprender a conviver com isso.</p><p><br/></p>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/27</guid>
        <pubDate>Fri, 21 Nov 2025 00:58:20 GMT</pubDate>
    </item>
    
    <item>
        <title>Os adesivos no meu notebook</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/26</link>
        <description><![CDATA[<p>Inspirado no post do <a href="https://pedro.dalbo.me/fotolog/os-adesivos-do-meu-laptop">Pedro</a> em seu site, esse aqui são os adesivos dos meus notebooks:</p><p><br/></p><p></p><p>Este primeiro é do meu notebook mais antigo, em sua maioria tem adesivos mais focados em tecnologia.</p><p>Já o meu notebook atual só tem adesivos relacionados ao São Paulo</p><p></p>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/26</guid>
        <pubDate>Sat, 15 Nov 2025 14:46:15 GMT</pubDate>
    </item>
    
    <item>
        <title>Manutenção de Primavera</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/24</link>
        <description><![CDATA[<p></p><p class="ql-align-justify">Já faz alguns meses que não posto nada por aqui, e sinceramente nunca foi meu objetivo publicar com frequência. Este é meu espaço, escrevo aquilo que acho útil ou interessante para mim, sem pressão.</p><p class="ql-align-justify">Nesse tempo, não paguei o antigo domínio e precisei migrar: do .dev para .blog. Uma troca meio irrelevante (afinal, quase ninguém lê!), mas para mim é um lembrete de que tudo nesse espaço está sempre em beta.</p><p class="ql-align-justify">Além disso, mudei o layout, abandonei o azul pelo preto e branco, ajustei cantos da busca, retirei linhas e fiz outras pequenas melhorias na experiência.</p><p class="ql-align-justify">A maior mudança foi nos bastidores, antes, todo o backend estava em um app.py gigantesco. Refatorei tudo para um projeto modular, ficou muito mais fácil de cuidar.</p><p class="ql-align-justify">E, para facilitar a vida, automatizei o restart do servidor, agora, sempre que algo cair, um script faz tudo voltar ao ar sozinho. Estou testando, vamos ver se funciona. Só o tempo (e o servidor) dirão.</p><p><br/></p><p>Até mais, e obrigado pelos peixes!</p>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/24</guid>
        <pubDate>Tue, 11 Nov 2025 15:59:38 GMT</pubDate>
    </item>
    
    <item>
        <title>Pirataria: Acesso Irrestrito à Cultura </title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/23</link>
        <description><![CDATA[<p></p><p>Nos últimos tempos, tenho visto algumas pessoas falando sobre 'ética' na pirataria. Vejam só: eu tenho 26 anos, uso computador desde os 7 ou 8 anos e, desde então, pirateio. Não sou hipócrita; pirateio sempre que posso, seja um jogo, um filme, uma série, um programa etc.</p><p>Quando era mais novo, não tinha dinheiro para gastar com essas coisas. Hoje em dia, tenho, mas em muitos casos ainda não gasto. Vamos pensar em filmes e séries: existem vários serviços de streaming por assinatura. Às vezes, quero ver um filme que está no streaming X e uma série que está no Y. Em alguns casos, a série tem temporadas separadas, cada uma em um streaming diferente. Não vou gastar meu dinheiro com isso, baixo via torrent, deixo semeando e sou feliz.</p><p>A mesma coisa com jogos. Jogos são caros: você olha um lançamento AAA e ele custa mais de R$ 300,00. Não sou rico, muito menos otário para gastar com isso. Baixo sem peso na consciência.</p><p>Mas o ponto principal aqui não é esse. O ponto são as discussões que vejo sobre algumas pessoas pedirem 'ética' na pirataria:</p><p>'Ah, mas não pode baixar filme nacional pirata!'</p><p>'Ah, mas o jogo é indie!'</p><p>Não dou a mínima. Muitos desses filmes passam em poucas sessões – aqui na minha cidade não tem cinema, então não posso ver. Quanto aos jogos, as pessoas dizem que os desenvolvedores vão ter prejuízo. Mas, ora, se eu piratear ou não comprar, vai dar no mesmo o dev vai receber R$ 0,00. Quantas vezes eu não acabei comprando um jogo porque gostei de tê-lo jogado pirata antes?</p><p>O acesso à cultura deve ser irrestrito. Uma pessoa que não tem dinheiro para gastar com cultura não pode ser impedida por isso. Vou piratear mesmo.</p><p>A cultura deve ser popular e universal.</p>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/23</guid>
        <pubDate>Sat, 19 Jul 2025 16:41:32 GMT</pubDate>
    </item>
    
    <item>
        <title>Em memória dos 8 da Candelária</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/22</link>
        <description><![CDATA[<p></p><p>No próximo dia 23, completam-se 32 anos da Chacina da Candelária, chacina essa que vitimou 8 pessoas, sendo 6 delas menores de idade.</p><p>O caso ocorreu no centro do Rio de Janeiro, em frente à igreja que leva o nome de Nossa Senhora da Candelária.</p><p>Essa tragédia mexe comigo pessoalmente. Não é algo novo; vem desde o tempo da escola, quando a descobri em uma aula de português. Assistimos ao filme "Ônibus 174", que conta a história de um rapaz sobrevivente da Candelária e que sequestrou um ônibus.</p><p>Todo o acontecimento me fez entender como uma ação tem uma consequência. Aquele rapaz estava frustrado por tudo que sofreu, por ter visto seus amigos morrerem. Ele só estava na rua porque foi abandonado pela família e pelo Estado. Ninguém merece ser largado assim. Faziam de tudo para sobreviver; ninguém quer morrer de fome, e ninguém merece passar por isso.  </p><p>Ano passado, fui ao Rio de Janeiro a trabalho e, ao participar de um evento no centro, percebi que estava ao lado da igreja. Infelizmente, devido à minha agenda, não pude ir até lá, mas tive um sentimento intenso de revolta. Não consigo explicar bem: era um misto de impotência, raiva, pena e dor. Sinto muito por todas aquelas crianças que foram vítimas de um sistema cruel, por aquelas que tiveram a vida ceifada e por aquelas que sobreviveram, mas não tiveram oportunidades. Sinto por todas as crianças e todas as pessoas em situação de rua, que sofrem diariamente com a violência do Estado.</p><p>Fidel Castro, em um de seus discursos, disse: "Hoje milhões de crianças vão dormir na rua; nenhuma será em Cuba". Gostaria que a frase fosse diferente: que nenhuma criança no mundo dormisse na rua.</p><p>Deixo aqui minha homenagem e meus pêsames aos 8 da Candelária e a todas as vítimas de um sistema que falha em proteger os seus.</p>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/22</guid>
        <pubDate>Tue, 08 Jul 2025 03:11:28 GMT</pubDate>
    </item>
    
    <item>
        <title>Por que o mundo silencia perante ao genocídio na Palestina?</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/21</link>
        <description><![CDATA[<p></p><p class="ql-align-justify">Segundo o relatório da ONU,<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-06/onu-119-mil-criancas-foram-mutiladas-ou-mortas-em-conflitos-armados"> 72% das crianças mutiladas</a> do mundo estão na Palestina, todas elas têm o mesmo algoz: o "Estado" de israel.</p><p class="ql-align-justify">Desde 1948, o povo palestino resiste ao genocídio sionista praticado por Israel. Estamos em 2025, e, segundo algumas estimativas, <a href="https://www.aa.com.tr/en/middle-east/israels-occupation-76-years-of-palestinian-tragedy/3217700">134.000 palestinos e árabes</a> foram assassinados pelos sionistas.</p><p class="ql-align-justify">"Israel" é uma máquina de guerra municiada pelos yankees, que os usam como bem entendem. Os sionistas podem fazer guerra com todo mundo: já fizeram guerra contra o Irã, Iêmen, Líbano, Egito e sempre usam a mesma desculpa: que estão se defendendo ou fazendo um "ataque preventivo".</p><p class="ql-align-justify">A comunidade internacional se faz de cega. "Israel" comete genocídio à luz do dia; a Faixa de Gaza vive um holocausto. Temos campos de concentração ali. Eles se acham os "guardiões do mundo", o "povo escolhido". Escolhido por quem? Quem lhes deu o direito de se dizerem porta-vozes da humanidade, de invadir e massacrar crianças? Eu não lhes dei esse poder, mas claro, os EUA os deram, os países europeus os deram, mas eu não. Nunca lhes dei o direito de cometer genocídio.</p><p class="ql-align-justify">Muitos sionistas vão acusá-lo de antissemitismo se você tentar defender a Palestina. Vão usar o Holocausto como escudo. Não entendo: como um povo que sofreu tanto no Holocausto se cega diante do que Israel faz? Qual a diferença? Não existe! Se eu passei por um genocídio, então tenho o direito de fazer o mesmo? Até quando vão se escorar na carta do Holocausto? Até quando vamos fechar os olhos para isso?</p><p class="ql-align-justify">O genocídio praticado em Gaza é o primeiro que acompanhamos ao vivo, e mesmo assim há pessoas que o negam. Sempre me perguntei como os alemães viviam sem perceber os campos de concentração e os males do nazismo. Mas vejam só, estamos em 2025, com todo o avanço da tecnologia, com informações em qualquer canto, e ainda há pessoas que se fazem de cegas pelo genocídio praticado na Palestina.</p><p class="ql-align-justify">Quantos palestinos ainda serão mortos, expulsos de suas casas, torturados, até que a comunidade internacional faça algo? Se é que farão. Onde estão os outros países árabes? Por que lavam as mãos enquanto seus iguais são mortos?</p><p class="ql-align-justify">É dever de todos denunciar os massacres que ocorrem na Faixa de Gaza. É dever de todos lutar contra os sionistas.</p><p><strong><em>Do rio ao mar, a Palestina será livre!</em></strong></p>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/21</guid>
        <pubDate>Mon, 30 Jun 2025 19:38:43 GMT</pubDate>
    </item>
    
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        <title>Antes de Morrer, Quero Ver o Fim do Mundo</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/19</link>
        <description><![CDATA[<p></p><p>Talvez meu maior sonho seja fazer, e completar, a viagem de Guevara e Alberto Granado pela América Latina.  </p><p>Nada pode ser mais latino-americano do que isso. Preciso conhecer meu povo, sua culinária, sua arte, sua cultura, me sentir abraçado.  </p><p>A Europa, os EUA e o Canadá não me interessam, nada de bom vem de países imperialistas.  </p><p>A América Latina é linda, seu povo é lindo, eu preciso disso.  </p><p>Preciso disso para, acima de tudo, me conhecer, me sentir livre. Não uma liberdade individual, não é isso que quero, uma liberdade coletiva. Mas o que é liberdade? Pode ser qualquer coisa. Para muitos, o dinheiro é liberdade; para mim, viver é liberdade.  </p><p>Não sei quando, nem se vou, mas se morrer sem conhecer todo o Cone Sul, não terei então conhecido a liberdade.  </p><p class="ql-align-justify">Antes de Morrer, Quero Ver o Fim do Mundo. </p>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/19</guid>
        <pubDate>Tue, 20 May 2025 19:11:40 GMT</pubDate>
    </item>
    
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        <title>Minha Primeira (Quase) Experiência com Star Wars</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/17</link>
        <description><![CDATA[<p class="ql-align-center"></p><p>Assisti Star Wars recentemente—bem, não foi exatamente a primeira vez, já tinha visto quando era criança, mas nunca tinha dado a devida atenção. Na época, encarei como algo que todo "nerd" tinha que ver, e por isso nunca fui um grande fã. Mas isso mudou. Não faz muito sentido alguém que gosta de <em>Star Trek</em> e <em>O Guia do Mochileiro das Galáxias</em> não ter visto os filmes, né?</p><p>Na última semana, assisti aos 3 primeiros filmes clássicos . Para ser sincero, não esperava muita coisa—afinal, são filmes antigos, e eu já "conhecia" a história. Mas foi uma ótima experiência.</p><p>O primeiro filme (<em>Uma Nova Esperança</em>) é meio estranho. Já começa no meio de uma guerra, sem explicar muito bem o contexto ou quem são os personagens. Além disso, quase nada acontece na primeira metade do filme—mesmo assim, é excelente.</p><p>Já o segundo (<em>O Império Contra-Ataca</em>) é, na minha opinião, o melhor da trilogia original. A história é frenética e muito bem construída, e é nele que acontece a cena icônica com a revelação: <strong>"Não. Eu sou seu pai."</strong> Os efeitos visuais também já estão bem melhores. Fico imaginando como seria se o filme tivesse sido feito hoje.</p><p>O terceiro filme (<em>O Retorno de Jedi</em>) achei bem fraco. O final é satisfatório, mas a história em si é arrastada—parece que nada de relevante acontece.</p><p>No geral, é uma saga excelente, mas é preciso assistir levando em conta suas limitações (como a época em que foi feita). Mesmo assim, não deixa de ser incrível.</p><p>Agora, pretendo ver os outros filmes da franquia!</p>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/17</guid>
        <pubDate>Fri, 02 May 2025 19:57:41 GMT</pubDate>
    </item>
    
    <item>
        <title>Poder em qualquer lugar onde haja povo</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/16</link>
        <description><![CDATA[<p class="ql-align-center"></p><p class="ql-align-justify">Poder onde quer que haja povo. Deixem-me dar um exemplo de como ensinar o povo. Basicamente, os modos pelos quais o povo aprende são a participação e a observação. Vocês sabem que muitos de nós andamos por aí zombando de nós mesmos, acreditando que as massas têm PhD, mas isso não é verdade. E mesmo se tivessem, não faria qualquer diferença. Porque algumas coisas precisam ser aprendidas vendo ou participando. E vocês mesmos sabem que há hoje pessoas andando pela sua comunidade que têm todos os tipos de graus de escolaridade e que deveriam estar nesta reunião, mas não estão aqui. Certo? Porque você pode ter tantos graus quanto um termômetro, se não tem nenhuma prática, então não poderá sequer atravessar a rua e mascar chiclete ao mesmo tempo.</p><p class="ql-align-justify">Deixe me contar-lhes como Huey P. Newton, o líder e fundador, o homem principal do Partido dos Panteras Negras, lidou com essa situação.</p><p class="ql-align-justify">A comunidade tinha um problema, lá na Califórnia. Havia uma intersecção de quatro vias, muitas pessoas estavam sendo mortas, atropeladas por carros, e então o povo veio à tona e enviou suas queixas ao governo. Vocês já passaram por isso. Eu sei que vocês, na comunidade, já. E eles voltaram e os porcos disseram: “Não! Vocês não podem ter nada”. Ah, eles não costumam dizer que vocês não podem ter algo. Hoje em dia eles ficaram um pouco mais cautelosos. É isso que aqueles graus no termômetro irão lhe permitir. Eles lhe dirão: “Tudo bem, lidaremos com isso. Por que vocês não voltam na próxima reunião e perdem algum tempo?”. Eles vão lhe enrolar em digressões fúteis, e você ficará em um ciclo de insanidade, indo e voltando, indo e voltando, indo e voltando, tantas vezes que logo enlouquecerá. Então eles lhe dirão: “Está bem, pretos, o que vocês querem?”. E você se precipitará e dirá: “bom, tanto tempo se passou, nós não sabemos o que queremos”, e sairá da reunião; e eles dirão: “bem, vocês pretos tiveram sua chance, não tiveram?”.</p><p class="ql-align-justify">Deixe me contar o que Huey P. Newton fez.</p><p class="ql-align-justify">Huey Newton convocou Bobby Seale, o presidente do Partido dos Panteras Negras em âmbito nacional. Bobby Seale pegou sua 9mm, uma pistola. Huey Newton pegou seu rifle, pegou umas placas de “pare” e um martelo. Foi até a intersecção, deu seu rifle para Bobby, que estava com sua 9mm. Ele disse “Segure este rifle. Se qualquer um mexer com a gente, você estoura seu cérebro”. Ele pregou as placas de “pare”.</p><p class="ql-align-justify">Não houve mais acidentes, não houve mais problema.</p><p class="ql-align-justify">Agora, eles tinham uma outra situação. Isso não é tão bom, vejam, porque são duas pessoas lidando com um problema. Huey Newton e Bobby Seale, não importa o quão durões eles fossem, não podem lidar com o problema. Mas deixe me explicar a vocês quem são os verdadeiros heróis.</p><p class="ql-align-justify">Na vez seguinte, havia uma situação semelhante, em outra intersecção de quatro vias. Huey convocou Bobby, pegou sua 9mm, pegou seu rifle e seu martelo e conseguiu mais placas de “pare”. Prendeu as placas, deu o rifle para Bobby e disse a Bobby: “se qualquer um mexer com a gente enquanto estamos prendendo essas placas, proteja o povo e estoure seu cérebro”. O que o povo fez? Observou novamente. Participou naquilo. Da outra vez, havia outra intersecção de quatro vias. Problemas por lá; eles tinham acidentes e mortes. Desta vez, o povo da comunidade pegou seus rifles, seus martelos e suas placas de “pare”.</p><p class="ql-align-justify">Agora deixe-me mostrar a vocês como tentaremos fazer no Partido dos Panteras Negras daqui. Acabamos de voltar da zona sul. Fomos até lá. Fomos até lá e entramos em uma discussão com os porcos, ou os porcos entraram em uma discussão com a gente. Um deles disse: “bem, presidente Fred, você supostamente é tão durão, por que não vai em frente e atira alguns destes policiais? Você está sempre falando em pegar suas armas e você tem essa; por que não segue em frente e atira em alguns deles?”.</p><p class="ql-align-justify">Eu respondi: “Você acaba de violar uma lei. Na verdade, mesmo que você esteja usando um uniforme, não me faz qualquer diferença. Porque eu não ligo que você tenha nove uniformes e cem distintivos. Quando você pisa fora do campo da legalidade e vai para o campo da ilegalidade, então sinto que você deveria ser preso”. E eu lhe disse: “você fez o que eles chamam, na lei, de flagrante provocado, você tentou me induzir a fazer algo que é errado, você me encorajou, você tentou me incitar a atirar em um porco. E isso não é tranquilo, irmão; você conhece a lei, não?”.</p><p class="ql-align-justify">E falei àquele porco: “você tem uma arma, porco?”. Continuei: “você tem que pôr suas mãos contra a parede. Nós estamos lhe dando voz de prisão, enquanto cidadãos”. Este idiota não sabia o que era isso. Eu afirmei: “agora fique tão calmo quanto puder e não faça muitos movimentos bruscos, porque não queremos ter que machucar você”.</p><p class="ql-align-justify">E falei com ele como ele sempre falou conosco, disse-lhe: “Bem, estou aqui para lhe proteger. Não se preocupe com nada, estou aqui em seu benefício”. Então falei para outro irmão ir chamar os porcos. Você tem que fazer isso em uma prisão por cidadão. Ele chamou os porcos. Lá vêm os porcos, com suas carabinas e rifles. Eles vêm falando sobre como prenderão o presidente Fred. E eu disse “Não, seus idiotas. Este é o homem que vocês têm que prender. Foi ele que infringiu a lei”. E o que eles fizeram? Arregalaram os olhos e não puderam suportar. Sabem o que fizeram? Eles estavam tão irritados, tão nervosos, que me falaram para ir embora.</p><p class="ql-align-justify">E o que aconteceu? Todas aquelas pessoas estavam lá na rua 63. O que elas fizeram? Elas estavam lá por perto, rindo e falando comigo enquanto estava realizando a prisão. Elas me viram enquanto eu discutia e me ouviram enquanto eu discutia. Então, na próxima vez em que o porco estiver na rua 63, por causa do que nosso ministro de Defesa chama de observação e participação, aquele porco poderá ser detido por qualquer um!</p><p class="ql-align-justify">Então, o que fizemos? Estávamos por lá educando o povo. Como o educamos? Basicamente, da forma pela qual o povo aprende, pela observação e participação. E é isso que estávamos tentando fazer. É isso que temos que fazer aqui nesta comunidade. E muitas pessoas não compreendem, mas existem três coisas fundamentais que você tem que fazer sempre que tentar ter uma revolução vitoriosa.</p><p class="ql-align-justify">Muitas pessoas entendem a palavra revolução de maneira confusa e pensam que revolução é uma palavra ruim. Revolução não é nada mais do que, por exemplo, ter uma ferida em seu corpo e passar algo para curar a infecção. E eu estou dizendo a vocês que vivemos em uma sociedade infectada, agora mesmo. Estou dizendo a vocês que vivemos em uma sociedade doente. E qualquer um que defenda se integrar a esta sociedade doente antes dela ser desinfetada é um homem que está cometendo um crime contra o povo.</p><p class="ql-align-justify">Se você passa por uma sala de hospital e vê uma placa que diz “contaminado” e tenta levar as pessoas para aquela sala, então estas pessoas são bem burras, vocês me entendem; porque, se não fossem, lhe diriam que você é um líder injusto e desonesto que não pensa nos interesses de seus seguidores. E o que estamos dizendo é simplesmente que temos que tornar os líderes responsáveis pelo que fazem. Eles andam por aí falando que fulano é um Pai Tomás, então abriremos um centro cultural e para ensiná-lo o que é negritude. E estes pretos acham que estão mais conscientes do que você e eu, e Malcolm e Martin Luther King, e todo mundo junto. Com certeza. Eles são os mais conscientes, são os que inaugurarão o centro. Irão lhe dizer de onde da África vieram os ossos, lugares cujos nomes vocês não conseguem nem pronunciar. É isso. Eles lhe falarão sobre Chaka, o líder dos batus que combatem pela liberdade, e sobre Jomo Kenyatta, esses <em>dingo-dingas</em>. Vão desandar a falar tudo isso para vocês. Eles sabem disso tudo. Mas o ponto é que fazem o que estão fazendo porque é benéfico e lucrativo a eles.</p><p class="ql-align-justify">Vejam só, as pessoas se envolvem em várias coisas que são lucrativas para elas, e temos que torná-las menos lucrativas. Temos que tornar essas coisas menos benéficas. Estou dizendo que qualquer programa que é trazido para nossa comunidade deve ser analisado pelo povo daquela comunidade. Deve ser analisado para ver se atende às necessidades relevantes daquela comunidade. Não precisamos de pretos vindo à nossa comunidade trazer suas companhias, abrindo negócios para os pretos. Existem muitos pretos em nossa comunidade que não conseguem tirar sequer migalhas dos negócios que eles vão abrir.</p><p class="ql-align-justify">Temos que encarar alguns fatos. Que as massas são pobres, que as massas pertencem ao que vocês chamam de classes inferiores; e, quando eu falo das massas, estou falando das massas brancas, estou falando das massas negras e das massas marrons e das amarelas também. Temos que encarar o fato de que algumas pessoas dizem que se combate o fogo melhor com o próprio fogo, mas nós dizemos que se combate melhor o fogo com água. Dizemos que não se combate racismo com racismo. Combateremos o racismo com solidariedade. Dizemos que não se combate o capitalismo com nenhum capitalismo negro; o capitalismo se combate com o socialismo.</p><p class="ql-align-justify">Não vamos lutar contra os porcos reacionários que vêm e vão pelas ruas sendo nós mesmos reacionários; vamos organizar e nos dedicar ao poder político revolucionário e ensinar a nós mesmos as necessidades específicas de resistência à estrutura de poder, nos armar e combater os reacionários com a revolução proletária internacional. É assim que tem que ser. O povo tem que ter o poder: ele pertence ao povo.</p><p class="ql-align-justify">Temos que entender com bastante clareza que existe um homem em nossa comunidade chamado capitalista. Algumas vezes ele é negro e algumas vezes é branco. Mas este homem tem que ser expulso de nossa comunidade, porque qualquer um que vem para a comunidade lucrar sobre o povo, explorando-o, pode ser definido como capitalista. E não ligamos para quantos programas eles tenham, para a quão longa a sua <em>dashiki</em> seja. Porque o poder político não nasce das mangas de um <em>dashiki</em>; o poder político flui do cano de uma arma. Ele flui do cano de uma arma!</p><p class="ql-align-justify">Muitos de nós que andamos por aí falando de política nem sequer sabemos o que é política. Você já viu algo que puxou e levou o mais longe possível, tanto que essa coisa quase se esticou toda e se tornou outra? Se você puxar bastante essa coisa, ela se torna duas? Na verdade, algumas coisas, se você as esticar demais, vão se tornar outras coisas. Você já cozinhou algo tanto tempo que se transformou em outra coisa? Não é verdade?</p><p class="ql-align-justify">É sobre isso que estamos falando quando falamos em política.</p><p class="ql-align-justify">Que a política não é nada, mas se você esticá-la tanto que ela não pode ir além, então sabe o que tem em suas mãos? Tem uma contradição antagônica. E quando você leva essa contradição ao mais alto nível e a tensiona ao máximo possível, tem o que se chama de guerra. A política é guerra sem derramamento de sangue, e a guerra é política com derramamento de sangue. Se você não entende isso, mesmo que seja um democrata, um republicano, um independente ou qualquer coisa que quiser, na verdade, você não é nada.</p><p class="ql-align-justify">Não queremos nenhum destes pretos, nem qualquer um desses alemães ou quem quer que seja, radicais ou não, ninguém falando: “Sou um candidato independente”. Isso significa que você se vende aos republicanos. Independente significa que você está disposto a ser aliciado e irá se vender para quem pagar mais. Entendem?</p><p class="ql-align-justify">Queremos pessoas que queiram disputar pelo Partido do Povo, porque o povo irá comandá-lo, quer eles gostem ou não. O povo provou que pode comandar. O povo o fez na China, e o fará aqui. Podem chamar isso do que quiserem, podem falar o que quiserem disso. Eles podem chamar de comunismo, e pensar que isso vai assustar alguém, mas não vai assustar ninguém.</p><p class="ql-align-justify">Tivemos a mesma coisa acontecendo na rota 37. Eles vieram para a rota 37, onde fica nosso programa de café da manhã para crianças, e começaram a abordar aquelas mulheres que eram um pouco mais velhas, por volta dos 58 anos – sabem, eu digo mais velhas porque eu sou jovem. Eu não tenho mais 20 anos, é verdade, é verdade. Mas vejam, eles irão abordá-las e fazer lavagem cerebral nelas. E vocês não viram nada até verem uma dessas lindas irmãs, com seus cabelos meio começando a ficar cinzas, e elas não têm muitos dentes, mas estavam estraçalhando esses policiais! Estavam os estraçalhando! Os porcos chegavam nelas e falavam: “Você gosta de comunismo?”.</p><p class="ql-align-justify"> </p><p class="ql-align-justify">Os porcos iam até elas e falavam “Você tem medo do comunismo?”. E as irmãs falavam “Não tenho medo, eu nunca ouvi falar nisso”.</p><p class="ql-align-justify">“Você gosta de socialismo?”</p><p class="ql-align-justify">“Não tenho medo. Nunca ouvi falar disso.”</p><p class="ql-align-justify">Os porcos estavam em choque, porque eles gostavam de ver estas pessoas assustadas com essas palavras.</p><p class="ql-align-justify">“Você gosta do capitalismo?”</p><p class="ql-align-justify">“Sim, bem, é algo com que eu vivo. Eu gosto.”</p><p class="ql-align-justify">“Você gosta do programa café da manhã para as crianças, crioula?”</p><p class="ql-align-justify">“Sim, eu gosto.”</p><p class="ql-align-justify">E os porcos dizem: “oh-oh”. Os porcos dizem: “bom, o programa café da manhã para crianças é um programa socialista. É um programa comunista”.</p><p class="ql-align-justify">E a mulher disse: “Bem, vou lhe falar uma coisa, garoto. Eu conheço você desde que você era da altura do joelho de um gafanhoto, preto. E eu não sei se gosto de comunismo e não sei se gosto de socialismo. Mas sei que o programa café da manhã para as crianças alimenta meus filhos, preto. E se você puser suas mãos no programa café da manhã para as crianças, vou sair daqui e chutar sua bunda como um…”</p><p class="ql-align-justify">É isso que elas estavam falando. É o que estavam falando e isso é uma coisa linda. E é isso que o programa café da manhã para as crianças é. Muitas pessoas pensam que é caridade, mas o que ele faz? Leva o povo de um estágio para um outro. Qualquer programa que seja revolucionário é um programa que faz avançar. Revolução é mudança. Queridos, se vocês simplesmente continuarem mudando, antes mesmo que percebam – e, de fato, mesmo sem saber o que é socialismo; você não precisa saber o que isso é –, defenderão, participarão e apoiarão o socialismo.</p><p class="ql-align-justify">E muitas pessoas lhes dirão, bem, o povo não tem nenhuma teoria, eles precisam de alguma teoria. Precisam de alguma teoria mesmo se não têm qualquer prática. E o Partido dos Panteras Negras lhe diz que se um homem disser ser o tipo de homem que faz que você comprar chocolates e comer a embalagem, jogando fora o chocolate, então ele faria com que você andasse para o leste quando você deveria andar para o oeste. É verdade. Se você ouvisse aquilo que o porco diz, vocês estariam lá fora no sol radiante com um guarda-chuva sobre sua cabeça. E quando estivesse chovendo, vocês sairiam de casa e deixariam seu guarda-chuva lá dentro. É isso mesmo. Vocês têm que juntar as peças. Estou dizendo que é isso que eles fazem que vocês façam.</p><p class="ql-align-justify">Agora, o que NÓS fazemos? Dizemos que o programa café da manhã para as crianças é um programa socialista. Ensina ao povo basicamente isso, pela prática; é assim que nos concebemos, e deixamos as pessoas praticarem esta teoria e investigarem esta teoria. O que é mais importante? Você aprende algo da mesma forma que qualquer um.</p><p class="ql-align-justify">Deixe-me tentar esmiuçar para vocês.</p><p class="ql-align-justify">Vocês dizem que este irmão aqui vai para a escola por oito anos para ser um mecânico de automóveis. E aquele professor, que costumava ser um mecânico de automóveis, diz a ele: “bom, preto, você tem que passar pelo que chamamos de treinamento profissional”. E ele diz: “Maldição, com toda essa teoria que eu tenho, tenho que ir para o treinamento profissional? Para quê?”.</p><p class="ql-align-justify">Ele disse: “no treinamento profissional, ele trabalha comigo. Estive aqui por vinte anos. Quando comecei a trabalhar, eles nem tinham mecânicos de automóveis. Eu não tenho nenhuma teoria, apenas tenho um monte de prática”.</p><p class="ql-align-justify">O que aconteceu? Um carro chegou fazendo muito barulho, um barulho esquisito. Este irmão foi pegar seu livro. Ele está na página um, ele não chegou na página duzentos. Eu estou sentado ouvindo o carro. Ele pergunta: “o que você acha que é?”.</p><p class="ql-align-justify">Eu digo: “Acho que é o carburador”.</p><p class="ql-align-justify">Ele responde: “Não, eu não vejo em nenhum lugar daqui que diga que um carburador faz um barulho como esse”. E completa: “Como você sabe que é o carburador?”.</p><p class="ql-align-justify">Eu disse: “Bem, preto, cerca de vinte anos atrás, dezenove para ser exato, eu ouvi o mesmo tipo de barulho. E o que fiz foi desmontar o regulador de voltagem e não vinha de lá. Então desmontei o alternador, e não era isso. Desmontei as escovas do gerador, e não era isso também. Depois que desmontei tudo, finalmente peguei o carburador e, quando cheguei nele, descobri que era aquilo. E eu disse a mim mesmo que ‘besta, da próxima vez que você ouvir este som é melhor desmontar primeiro o carburador’’’.</p><p class="ql-align-justify">Como ele aprendeu? Ele aprendeu pela prática.</p><p class="ql-align-justify">Eu não me importo com quanta teoria você tem: se essa teoria não tem nenhuma prática aplicada a ela, então acaba sendo irrelevante. Certo? Qualquer teoria que você tem, pratique-a. E quando você a praticar, você cometerá alguns erros. Quando você cometer um erro, corrigirá essa teoria e, então, será a teoria corrigida que será capaz de ser aplicada e usada em qualquer situação. É disso que temos que ser capazes.</p><p class="ql-align-justify">Toda vez que falo em uma igreja, sempre tento dizer algo, sabe, sobre Martin Luther King. Eu respeito muito Martin Luther King. Penso que ele foi um dos maiores oradores que o país já produziu. E ouço qualquer um que fala bem, porque gosto de ouvir isso. Martin Luther King disse que pode parecer escuro às vezes, e pode parecer escuro aqui na zona norte. Talvez você pensasse que a sala fosse estar lotada de pessoas, e talvez tivesse pensado que tivesse que pedir para algumas pessoas se retirarem e, ao final, pode ser que não haja tantas pessoas. Talvez algumas das pessoas que vocês pensam que deveriam estar aqui não estejam, e você pensa que, bem, se elas não estão aqui, então não será tão bom como pensamos que poderia ser. E talvez vocês pensassem que precisavam de mais pessoas do que as que temos aqui. Talvez pensem que os porcos serão capazes de pressionar vocês, e colocar pressão suficiente para esmagar seu movimento antes mesmo de ele começar. Mas Martin Luther King disse que ouviu em algum lugar que apenas quando está escuro o suficiente você pode ver as estrelas. E não estamos preocupados com estar escuro. Ele disse que o braço do universo moral é longo, mas que ele se dobra em direção ao céu.</p><p class="ql-align-justify">Temos Huey P. Newton na cadeia e Eldridge Cleaver na clandestinidade. E Alprentice Bunchy Carter foi assassinado; Bobby Hutton e John Huggins foram assassinados. E muitas pessoas pensam que o Partido dos Panteras Negras, em certo sentido, está desistindo. Mas vamos dizer isso: que nós nos comprometemos com o povo de um modo com que dificilmente alguém já tenha se comprometido.</p><p class="ql-align-justify">Nós tomamos essa decisão, ainda que alguns de nós venham do que alguns de vocês chamariam de famílias pequeno-burguesas; ainda que alguns de nós pudéssemos estar, em algum sentido, naquilo que vocês chamam de “topo da montanha”. Nós poderíamos estar integrados à sociedade trabalhando com pessoas com as quais nós podemos nunca ter a chance de trabalhar. Talvez pudéssemos estar no topo da montanha e talvez não tivéssemos que ficar nos escondendo quando vamos falar em locais como esse. Talvez não tivéssemos que nos preocupar com tribunais, ir parar na cadeia e ficar doentes. Nós dizemos que, mesmo que todos estes luxos existam no topo da montanha, nós compreendemos que vocês e seus problemas estão bem aqui, no vale.</p><p class="ql-align-justify">Nós, no Partido dos Panteras Negras, por nossa dedicação e entendimento, fomos até o vale sabendo que o povo está no vale; sabendo que o nosso drama é o mesmo drama do povo no vale; sabendo que nossos inimigos estão na montanha, que nossos amigos estão no vale e que, mesmo que seja legal estar no topo da montanha, nós estamos de volta para o vale. Porque nós entendemos que existe trabalho a ser feito no vale, e quando levarmos a cabo este trabalho no vale, então teremos que ir para o topo da montanha. E estaremos indo para o topo da montanha porque tem um filho da puta no topo de montanha que está brincando de rei, e ele nos está sacaneando. E nós temos que subir ao topo da montanha não para viver seu estilo de vida e viver como ele vive. Temos que subir ao topo da montanha para fazer esse filho da puta entender, desgraça, que estamos vindo do vale!</p><p class="ql-align-justify"><br/></p><p class="ql-align-justify"><strong>Fonte</strong>: <a href="https://jacobin.com.br/2020/08/poder-em-qualquer-lugar-onde-haja-povo/" target="_blank">https://jacobin.com.br/2020/08/poder-em-qualquer-lugar-onde-haja-povo/</a></p><p><br/></p>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/16</guid>
        <pubDate>Sat, 08 Mar 2025 00:22:58 GMT</pubDate>
    </item>
    
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        <title>Desistir é um ato de amor por si só</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/15</link>
        <description><![CDATA[<p class="ql-align-center"></p><p class="ql-align-center"><br/></p><p>Desistir é um pensamento muito comum. Quantas vezes por dia você pensa em desistir de algo, qualquer coisa, desde uma coisa besta, como desistir de ver uma série porque você não está curtindo muito, ou uma decisão um pouco mais séria, como desistir da faculdade, pois mesmo sendo seu sonho de criança você percebeu que, na verdade, esse sonho não era seu.</p><p>Desistir não é uma escolha fácil. Antes de desistir, nós relutamos muito, vamos ao extremo para ver se realmente queremos parar. Na sociedade em que vivemos, desistir é visto como um ato de fraqueza, mas não seria justamente o contrário? Como desistir de algo que não lhe faz bem pode te tornar fraco? Isso apenas não mostra que você é forte o suficiente para parar de fazer algo, mesmo que todos sejam contra?</p><p>Em minha existência, já desisti de muitas coisas: desisti de uma faculdade, de aprender a tocar um instrumento, de ter o “emprego dos sonhos”, de aprender inglês. Lógico, isso parece bobeira se comparado a outras escolhas que as pessoas fazem. Meu único ponto é que desistir dessas coisas não me fez mal. Na verdade, me abriu oportunidades de correr atrás de outras coisas, usar meu tempo para coisas que gosto, como escrever essa bobagem aqui.</p><p>Se você quer desistir de algo, talvez tenha chegado o momento. Aproveite hoje e faça isso, e fique feliz. Você desistiu de algo que te deixava triste, que você não aguentava mais. Sinta-se feliz porque você foi forte o suficiente para isso. Você é forte e vai transformar essa força em algo ainda mais legal.</p><p>Quando eu falo em desistir, não estou falando em desistir da vida. Sua vida é a coisa mais importante que você tem. Seus amigos, familiares, seu animal de estimação, a pessoa que você mais ama neste mundo, todas essas pessoas vão sentir sua falta. Então,<strong> NEM SEQUER PENSE EM DESISTIR DA SUA VIDA</strong>. O mundo não é perfeito, mas ainda sim existem motivos para ser feliz, e você vai encontrar o seu.</p><p>Se você tiver pensamentos depressivos, solidão, medos, a melhor coisa é desabafar com as pessoas de sua confiança e procurar ajuda médica.</p><p><strong><em>A VIDA É BOA PARA CARALHO, APROVEITE ELA, VOCÊ SÓ TEM 1. DESISTA DE ALGUMAS COISAS, COMEÇE COISAS NOVAS, APRENDA, ENSINE, SEJA FELIZ E, ACIMA DE TUDO, SEJA BOM COM TODOS.</em></strong></p>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/15</guid>
        <pubDate>Wed, 12 Feb 2025 23:25:22 GMT</pubDate>
    </item>
    
    <item>
        <title>Crimes Capitalistas</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/13</link>
        <description><![CDATA[<p class="ql-align-center"><strong>Crimes Capitalistas</strong></p><p class="ql-align-center"></p><p>O capitalismo é a expressão de um sistema que se sustenta na escravização de povos, no racismo, na xenofobia, na exploração desenfreada e em todas as demais mazelas humanas. É um regime criminoso, que destrói e corrompe tudo ao seu redor, aprofundando cada vez mais o abismo entre ricos e pobres: uma máquina de concentração de riqueza que só existe para explorar a maioria, podemos listar alguns dos seus crimes:</p><p><br/></p><p>Ep1 - Esterilização em massa em Porto Rico</p><p>Ep2 - O massacre indígena</p><p>Ep3 - Agente Laranja</p><p>Ep4 - Lumumba</p><p>Ep5 - O assassinato de Dag Hammarskjöld</p><p>Ep6 - Martin Luther King</p><p>Ep7 - A Guerra do Ópio</p><p>Ep8 - Os experimentos de sífilis na Guatemala</p><p>Ep9 - O massacre dos nativos australianos</p><p>Ep10 - Morte na Indonésia</p><p>Ep11 - Os golpes tailandeses</p><p>Ep12 - A fome em Bengala</p><p>Ep13 - A fome irlandesa</p><p>Ep14 - A escravidão moderna</p><p>Ep15 - Ku Klux Klan</p><p>Ep16 - Macartismo</p><p>Ep17 - Golpe no Brasil</p><p>Ep18 - Os mortos de Pinochet</p><p>Ep19 - Papa Doc e Baby Doc</p><p>Ep20 - Heroína e a CIA</p><p>Ep21 - Cocaína, Crack e a CIA</p><p>Ep22 - Os Contras da Nicarágua</p><p>Ep23 - O apoio velado ao Apartheid</p><p>Ep24 - A destruição da Palestina</p><p>Ep25 - A Guerra do Iraque</p><p>Ep26 - Arábia Saudita</p><p>Ep27 - A Guerra do Iêmen</p><p>Ep28 - O Congo Belga</p><p>Ep29 - Destruindo a Síria</p><p>Ep30 - Culpe o imigrante</p><p>Ep31 - Capitalismo, racismo e fascismo</p><p>Ep32 - A Guerra Civil Russa</p><p>Ep33 - Bombas sobre o Laos</p><p>Ep34 - A Guerra contra o México</p><p>Ep35 - Edward Bernays e a propaganda</p><p>Ep36 - A Batalha de Plassey e a privatização da guerra</p><p>Ep37 - Controlando o Qatar</p><p>Ep38 - Bloqueios, sanções e controle comercial</p><p>Ep39 - Impondo o dólar</p><p>Ep40 - Bailout</p><p>Ep41 - Medicina para ricos</p><p>Ep42 - Combustíveis fósseis</p><p>Ep43 - Morte nas Filipinas</p><p>Ep44 - A Ilha de Chagos</p><p>Ep45 - Franco</p><p>Ep46 - Violência na Jamaica</p><p>Ep47 - Os paraísos fiscais</p><p>Ep48 - A ditadura de Singapura</p><p>Ep49 - Não resolvendo a fome</p><p>Ep50 - O complexo industrial militar</p><p>Ep51 - NSA</p><p>Ep52 - WikiLeaks e Assange</p><p>Ep53 - A estranha guerra às drogas</p><p>Ep54 - Hiroshima, Nagasaki e Bikini</p><p>Ep55 - A história das armas químicas e biológicas</p><p>Ep56 - Destruindo florestas</p><p>Ep57 - Golpes bolivianos</p><p>Ep58 - Aaron Swartz</p><p>Ep59 - Vigilância digital: Google, Facebook e Microsoft</p><p>Ep60 - Aristide</p><p>Ep61 - Papua Ocidental</p><p>Ep62 - Timor-Leste</p><p>Ep63 - Guantánamo</p><p>Ep64 - O Império Japonês</p><p>Ep65 - Posada Carriles</p><p>Ep66 - Maria e Katrina</p><p>Ep67 - Leonard Peltier</p><p>Ep68 - Mossadegh</p><p>Ep69 - Fracassando diante do COVID</p><p>Ep70 - Fraudes mexicanas</p><p>Ep71 - Patriarcado</p><p>Ep72 - Culpando o pobre</p><p>Ep73 - Monsanto</p><p>Ep74 - 2008</p><p>Ep75 - Union Carbide</p><p>Ep76 - Sobre drones e casamentos</p><p>Ep77 - Máfia e CIA na Itália</p><p>Ep78 - Privatizações</p><p>Ep79 - O mito da meritocracia</p><p>Ep80 - Navios negreiros</p><p>Ep81 - O massacre de Jallianwala Bagh</p><p>Ep82 - Destruindo a Palestina - Parte 2</p><p>Ep83 - Campos de concentração britânicos</p><p>Ep84 - Independência do Quênia</p><p>Ep85 - Bloody Sunday e outros massacres na Irlanda</p><p>Ep86 - Urânio empobrecido</p><p>Ep87 - O massacre de Batang Kali</p><p>Ep88 - O British Museum</p><p>Ep89 - A exploração econômica da Índia</p><p>Ep90 - A exploração econômica da China</p><p>Ep91 - Apoiando Mussolini</p><p>Ep92 - Apoiando Hitler</p><p>Ep93 - O massacre francês da Argélia</p><p>Ep94 - Controlando Uganda</p><p>Ep95 - O petróleo e a Nigéria</p><p>Ep96 - Exportação de lixo</p><p>Ep97 - Destruindo a Líbia</p><p>Ep98 - Massacre britânico no Tibete, 1904</p><p>Ep99 - Orientalismo, de Edward Said</p><p>Ep100 - Assassinatos de lideranças sociais na Colômbia</p><p>Ep101 - Restrições democráticas</p><p>Ep102 - Mídia burguesa</p><p>Ep103 - Destruindo a Palestina - Parte 3</p><p>Ep104 - Ditadura sul-coreana</p><p>Ep105 - United Fruit</p><p>Ep106 - Lawfare no Brasil</p><p>Ep107 - Golpes africanos</p><p>Ep108 - A França na Indochina</p><p>Ep109 - Apoiando (silenciosamente) Pol Pot</p><p>Ep110 - Crimes do novo fascismo</p><p>Ep111 - Full Spectrum Dominance</p><p>Ep112 - Nestlé contra o aleitamento materno</p><p>Ep113 - Alvo: Fidel</p><p>Ep114 - Massacre indígena - Parte 2</p><p>Ep115 - Massacre indígena - Parte 3</p><p>Ep116 - Diamantes de sangue</p><p>Ep117 - Varrendo as mudanças climáticas para debaixo do tapete</p><p>Ep118 - Operação Gladio</p><p>Ep119 - Matando Fred Hampton</p><p>Ep120 - Brumadinho e Mariana</p><p>Ep121 - Sankara</p><p>Ep122 - Controlando o Havaí</p><p>Ep123 - MKULTRA</p><p>Ep124 - Operação Condor</p><p>Ep125 - Ditadores amigos</p><p>Ep126 - Propaganda infantil</p><p>Ep127 - Nazistas na CIA</p><p>Ep128 - Tráfico humano</p><p>Ep129 - Urbanismo e segregação</p><p>Ep130 - Destruindo a Revolução Haitiana</p><p>Ep131 - Afundando Maceió</p><p>Ep132 - Interferência: financiando grupos em outros países</p><p>Ep133 - Golpe em Honduras</p><p>Ep134 - 1848</p><p>Ep135 - A implantação do Apartheid</p><p>Ep136 - Golpes argentinos</p><p>Ep137 - Obsolescência programada</p><p>Ep138 - A Revolta de Haymarket</p><p>Ep139 - O massacre de Tulsa</p><p>Ep140 - Matando Francisco Ferrer</p><p>Ep141 - O massacre de Ludlow</p><p>Ep142 - Massacre de My Lai</p><p>Ep143 - Morte em Kent State</p><p>Ep144 - Líderes sindicais colombianos assassinados pela Coca-Cola</p><p>Ep145 - Cigarro não causa câncer</p><p>Ep146 - Negando os malefícios do chumbo</p><p>Ep147 - Esquadrões da morte na Guatemala</p><p>Ep148 - Invasão do Panamá, 1989</p><p>Ep149 - Ditaduras gregas</p><p>Ep150 - Matando antifascistas em Odessa, 2014</p><p>Ep151 - Genocídio Armênio e a direita turca</p><p>Ep152 - Opressão ao povo curdo na Turquia</p><p>Ep153 - Sim, fascismo é capitalismo</p><p>Ep154 - Holocausto como capitalismo</p><p>Ep155 - Controlando o Sri Lanka</p><p>Ep156 - Destruindo o Afeganistão</p><p>Ep157 - Alimentando a guerra Irã-Iraque</p><p>Ep158 - Destruindo a Coreia</p><p>Ep159 - Destruindo Angola</p><p>Ep160 - Destruindo Moçambique</p><p>Ep161 - Violência estrutural</p><p>Ep162 - Veneno em Flint</p><p>Ep163 - Veneno na baía de Minamata</p><p>Ep164 - A Cuba de Batista</p><p>Ep165 - A Itália na Etiópia</p><p>Ep166 - Colonialismo em Madagascar</p><p>Ep167 - O massacre na Ilha Jeju</p><p>Ep168 - Os primeiros anos da Guerra Civil Colombiana</p><p>Ep169 - Os carros incendiários da GM</p><p>Ep170 - A história das condições de trabalho no capitalismo</p><p>Ep171 - Igrejas capitalistas</p><p>Ep172 - Fascismo em Portugal</p><p>Ep173 - O bombardeio do MOVE</p><p>Ep174 - O massacre de Orangeburg</p><p>Ep175 - O fascismo na Europa Oriental</p><p>Ep176 - Os quatro de Groveland</p><p>Ep177 - Jim Crow</p><p>Ep178 - Os cinco do Central Park</p><p>Ep179 - Os rapazes de Scottsboro</p><p>Ep180 - O massacre em Elaine, 1919</p><p>Ep181 - Invasões britânicas pelo mundo: uma lista completa</p><p>Ep182 - Falsos positivos colombianos</p><p>Ep183 - O 228 de Taiwan e o terror branco</p><p>Ep184 - Invadindo a Guiana (1953)</p><p>Ep185 - A invasão da África do Sul em Angola</p><p>Ep186 - Panamá Papers</p><p>Ep187 - A exploração do Congo por Leopoldo II</p><p>Ep188 - A crise financeira asiática de 1997</p><p>Ep189 - A Guerra do Vietnã</p><p>Ep190 - O papel das corporações na mudança climática</p><p>Ep191 - A segregação racial nos EUA (Redlining)</p><p>Ep192 - O massacre de Wounded Knee</p><p>Ep193 - As violações dos direitos humanos em Xinjiang</p><p>Ep194 - A exploração dos trabalhadores na indústria têxtil</p><p>Ep195 - O desastre de Bhopal</p><p>Ep196 - O genocídio no Camboja por Pol Pot</p><p>Ep197 - A crise dos refugiados Rohingya</p><p>Ep198 - A interferência dos EUA na política da América Latina</p><p>Ep199 - A escravidão moderna na pesca tailandesa</p><p>Ep200 - A exploração dos recursos naturais na África</p><p>Ep201 - A crise da água em Flint, Michigan</p><p>Ep202 - A privatização da saúde</p><p>Ep203 - A intervenção militar na Somália</p><p>Ep204 - O impacto ambiental da mineração de lítio</p><p>Ep205 - O tratamento dos trabalhadores migrantes no Oriente Médio</p><p>Ep206 - A política de imigração dos EUA e a separação de famílias</p><p>Ep207 - A exploração infantil na mineração de cobalto</p><p>Ep208 - O papel das mídias sociais na desinformação</p><p>Ep209 - O impacto das sanções econômicas em países em desenvolvimento</p><p>Ep210 - A violência policial e a brutalidade nos EUA</p><p>Pesquise cada um deles e me diga: Ainda acredita nesse lixo monstro chamado capitalismo?</p><p><br/></p><p>Por <a href="https://x.com/epicurodepedra" target="_blank">@epicurodepedra</a></p>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/13</guid>
        <pubDate>Sat, 08 Feb 2025 01:18:50 GMT</pubDate>
    </item>
    
    <item>
        <title>Open Source: Criando uma Interface para o Projeto BaixaAqui</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/12</link>
        <description><![CDATA[<p></p><p><br/></p><p><br/></p><p>Dias atrás, navegando pelos mares calmos da internet, trombei com um post no <a href="https://www.tabnews.com.br/RivaldoSilva/minha-primeira-contribuicao-open-source" target="_blank">TabNews</a> onde o usuário RivaldoSilva falava sobre sua primeira contribuição Open Source. O projeto dele é uma API que utiliza o FFmpeg para baixar playlists do YouTube. Apesar de hoje em dia eu não baixar tanto MP3, sei que muita gente ainda o faz. Resolvi acessar o projeto e achei interessante: algo simples, bem-feito e que resolvia exatamente o problema proposto.</p><p>Por ser um sistema de código aberto, decidi baixar e rodar o projeto. Não tive problemas e tudo funcionou perfeitamente. Quis contribuir de alguma forma e acabei criando um fork onde adicionei uma interface para o projeto. A interface é algo simples, mas funcional, e ainda mantém o suporte à API original. Fiz isso pensando em ajudar pessoas que não têm muita familiaridade com APIs, pois pode ser um pouco confuso para iniciantes.</p><p>A interface não é a coisa mais linda do mundo, mas é funcional. Contribuir com projetos Open Source foi uma experiência muito divertida e enriquecedora. Isso me motivou a planejar, em 2025, contribuir com mais projetos assim. É algo que realmente ajuda no processo de aprendizado e fortalece a comunidade de desenvolvedores.</p><p>Se quiser conferir, o projeto original está aqui: <a href="https://github.com/Rivaldo12/BaixaAqui/tree/main" target="_blank">BaixaAqui - Projeto Original</a>.</p><p>E o meu fork está aqui: <a href="https://github.com/Ageursilva/BaixaAqui" target="_blank">BaixaAqui - Fork com Interface</a>.</p><p>A internet deveria ser toda feita de projetos Open Source. </p>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/12</guid>
        <pubDate>Tue, 31 Dec 2024 16:20:55 GMT</pubDate>
    </item>
    
    <item>
        <title>26 anos</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/11</link>
        <description><![CDATA[<p></p><p><br/></p><p class="ql-align-center"><br/></p><p>Hoje, completo 26 anos de vida, são <strong>312 meses, 1.356 semanas,</strong> <strong>9.497 dias ou</strong> <strong>227.928 horas</strong> ​de vida, números são lindos, mas assustadores.</p><p>Jamais imaginei que chegaria tão 'longe'. Olhando para trás, nunca tive uma perspectiva tão grande em relação à minha vida. Quando você nasce em uma família pobre, em um bairro pobre, tudo é sempre mais difícil. Minha vida nunca foi fácil.</p><p>Me recordo dos primeiros anos da pré-escola, não era um exemplo de aluno, não queria aprender, 99% das vezes eu sequer fazia a lição, lembro-me bem da primeira lição que fiz, estava no final da pré-escola, a professo nos ensinava a contar, ela passou um exercício a qual tínhamos que contar quantos ovos tinham em um desenho, para a surpresa de todos, inclusive da professora, eu fui o único que fiz a lição e acertei, parece que eu era alguém “inteligente” — seja lá o que isso quer dizer — mas não gostava de fazer as coisas, bem, desse crime sou culpado, até hoje não gosto, mas quando me dedico sempre faço meu melhor.</p><p>A adolescência foi ainda mais complicada, sem dinheiro, ainda mais sem perspectiva de vida, tive alguns “sonhos”, quis ser militar, programador de jogos, historiador, geografo, hacker, investigador, nenhum deles foi para a frente. Por viver em um bairro pobre, o tráfico estava presente. Vi muitos dos colegas de infância, a qual jogava bola na rua, entrando nessa vida, alguns foram presos, outros mortos, todos jovens, escolheram traficar ao morrer de fome, não posso julgá-los, ninguém quer morrer de fome.</p><p>Um deles me falou uma vez: “Ageu, você é um cara inteligente, se entrar para o tráfico podia até virar gerente, mas não entra nessa vida, não vai te dar futuro” </p><p>Anos depois, voltando da universidade, eu o encontrei e, quando contei ter uma bolsa na universidade, ele ficou muito feliz por isso.</p><p>Ensino médio foi um período doido, fiz muitos amigos, alguns deles são meus irmãos, levo para o resto da minha vida e sempre estou em contato.</p><p>Gosto de recordar os bons-dias, aqueles em que saímos da escola e íamos para a quadra jogar futebol, só voltamos de noite, todos cansados, barriga vazia, mas a felicidade no rosto, daria tudo por aquilo novamente.</p><p>Os finais de semana jogando videogames, escutando música, se sou o que sou, devo muito àqueles dias. Algumas músicas do Pink Floyd me trazem grandes recordações, lembro de todos os meus amigos, do quarto de um deles, onde ficamos jogando. Como esquecer da nossa primeira aventura de RPG de mesa? Se passaram tantos anos, mas até hoje tenho minha ficha, eu era um Orc Bárbaro, meu nome era “Calígula”, foi divertido, novamente, boas lembranças.</p><p>Outra coisa muito marcante foi Game of Thrones, quantas vezes nós não nos reunimos para ver os trailers, analisar teoria, debater eps, conversar sobre o tema? Ela é a “série da nossa vida”.</p><p>Estudei na pior escola da minha cidade, a qualidade do estudo nunca foi boa, mas aprendi bastante, gostava muito das aulas de história, de educação física, português, matemática, na verdade, não gostava das aulas e sim dos professores, eles faziam com que temas chatos se tornassem bons, todo meu respeito e profunda admiração por todos eles, hoje entendo a importância que tiveram.</p><p>Uma coisa que gosto sempre de recordar foi dos 2 curtas que fizemos na época da escola, nenhum de nós sabia editar, um computador pior que o outro, a qualidade de imagem horrível, mas ficou ótimo.</p><p>No último ano da escola também foi aquele momento de procurar emprego, sair de casa cedo, entregar um monte de currículo e nunca sequer ser chamado para uma entrevista, uma dessas vezes fui com um amigo, saímos de casa às 7h, rodamos todo o centro industrial de Arujá, depois fomos ao centro da cidade, isso era por volta das 12h, a fome bateu e juntamos todo o dinheiro que tínhamos, era uma fortuna de R$ 2,00, compramos 1 garrafa de água e uma bolacha, não me esqueço jamais, hoje damos risada disso, mas é triste ver como foi difícil.</p><p>Terminando a escola, entrei para a universidade, de alguma forma consegui uma bolsa de estudos com o Prouni, isso mudou minha vida, a educação muda a vida das pessoas. Novamente, não foi nada fácil, acordava cedo e ia dormir tarde, virei noite estudando, engordei, parei de ver meus amigos, arrumei um estágio que pagava uma miséria, ao menos comprei meu primeiro Notebook.</p><p>Foi nesse período também que pude passar a frequentar o estádio, perdi as contas de quantas vezes já fui ver o São Paulo jogar no Morumbi, é minha paixão, paro tudo o que estou fazendo para vê-lo jogar.</p><p>Ainda sobre o São Paulo e sobre o estágio, foi nesse período que comprei minha primeira camisa do São Paulo, não era uma camisa de jogo, na verdade, é uma camisa polo vermelho, hoje acho que ela não é tão bonita quanto eu julgava, mas foi minha primeira camisa do time e vou guardar para sempre, para mim se trata de uma conquista importante, consegui um trabalho, entrei na faculdade, comprei uma camisa do meu time do coração, apesar de tudo, são lembranças importantes.</p><p>Aí sai do estágio e terminei a faculdade, fiquei quase 01 desempregado, o desemprego é kryptonita do pobre, veio aquele período infernal da pandemia, fiquei quase 2 anos nesse emprego e por determinados motivos pedi demissão, dessa vez fiquei apenas 1 mês desempregado e arrumei emprego na empresa que estou até hoje.</p><p>Esse ano também vi um dos meus melhores amigos se casar com a mulher que ele ama, foi lindo, chorei de felicidade, desejo toda a felicidade do mundo para o casal.</p><p>Esqueci de citar, fiz uma pós-graduação, consegui outra bolsa em uma Universidade Federal (Mas não cursei), enfim, foram bons anos relacionados à educação, tento sempre me manter atualizado de tudo.</p><p>Os últimos anos foram ainda melhores, consegui alguns objetivos, comprei meu primeiro PC gamer, vi meu time ser campeão da Copa  do Brasil, fui em muitos jogos, comecei a lutar boxe, participei de uma corrida de rua, sai com meus amigos, conheci novas pessoas, enfim, a vida segue.</p><p>Não sei o que esperar dos próximos anos, mas espero que seja ainda melhor.</p><p>Queria terminar esse texto de uma forma mais feliz, no entanto, a vida não é fácil, poucos dias antes dessa publicação, soube que um dos meus amigos faleceu de leucemia, foi um baque para todos, perdemos um dos nossos, só de lembrar a tristeza me vem, nós crescemos juntos, estudamos juntos, jogamos, comemos, brigamos, comemoramos, fizemos tudo juntos, mas hoje ele não está mais aqui, levarei sempre as boas memórias, as risadas, os dias que passamos jogando Minecraft, as partidas de futebol. Maurício, espero que esteja em um lugar melhor, por aqui você sempre será lembrado.</p><p>Na música “Amanhecer” do Bk, tem um verso que diz:</p><pre class="ql-syntax" spellcheck="false">E no final, meu sonho é igual.
Família, churrasco no quintal.
Ver meu time na final.
Agradecendo à vida, longe dos funerais. 
</pre><p>Troco todas as outras partes para que a última nunca tivesse sido uma realidade.</p>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/11</guid>
        <pubDate>Thu, 19 Dec 2024 12:54:50 GMT</pubDate>
    </item>
    
    <item>
        <title>Usopp:Um Herói Inesperado?</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/9</link>
        <description><![CDATA[<p class="ql-align-center"></p><p class="ql-align-center"><br/></p><p class="ql-align-justify">One Piece estreou como um anime em 20 de outubro de 1999, eu tinha apenas 11 meses de vida. Até hoje o anime está no ar, são mais de 1000 episódios. Meses atrás, após diversas recomendações de amigos, resolvi dar uma chance para o anime. Durante anos, relutei, por se tratar de uma obra extensa. Um dos meus amigos dizia que o anima “Só ficava bom depois dos 100 primeiros episódios”, parece uma loucura assistir a tanto conteúdo apenas para, então, ser cativado, certo? No entanto, essa não foi minha experiência.</p><p class="ql-align-justify">Desde o início, <em>One Piece</em> mostrou ser um anime que provoca reflexões sobre amizade, lealdade, coragem, promessas, entre outros temas. Apesar de ser uma obra “antiga”, já nos anos 2000 ela apresentava mensagens profundas e atuais. Até o momento, assisti a cerca de 170 episódios em dois meses. Entre os personagens, tenho grande apreço por Usopp, que me marcou especialmente.</p><p class="ql-align-justify">Usopp aparece logo no início do anime como um personagem medroso, “fraco” e mentiroso. Sua introdução é uma clara alegoria à fábula “<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Pastor_Mentiroso_e_o_Lobo" target="_blank">O pastor mentiroso e o Lobo</a>”. O que torna o personagem único não são seus poderes, até porque ele não é tão forte como os demais, mas sim sua humanidade. Não estamos tratando de um “herói convencional”, mas alguém repleto de falhas: mentiroso, covarde e vulnerável. Ainda assim, Ussop é leal a todos os seus amigos e demonstra um grande senso de responsabilidade. Mesmo consciente de suas limitações, ele sempre se esforça para ajudar e enfrentar desafios.</p><p class="ql-align-justify">A coragem de Ussop em momentos críticos é o que mais me encanta. Apesar do seu medo, ele encontra força para agir quando necessário, e isso o torna humano e identificável. Quantas vezes, diante de situações de extremo medo ou pressão, não respiramos fundo, nos recompomos e enfrentamos nossos temores? Usopp é a representação desse ato de superação, e acredito que todos já passamos por isso em algum momento.</p><p class="ql-align-justify">De certa forma, aquele mote do Zapata faz sentido:</p><p class="ql-align-justify"><strong><em>“É melhor morrer em pé do que viver de joelhos”</em></strong></p><p class="ql-align-justify">O Usopp é assim.</p><p class="ql-align-justify">Embora tenha demorado para começar a assistir, posso dizer que valeu a pena. </p>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/9</guid>
        <pubDate>Sun, 01 Dec 2024 02:00:02 GMT</pubDate>
    </item>
    
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        <title>100 dias de código</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/8</link>
        <description><![CDATA[<p class="ql-align-center"></p><p>Hoje faz 25 dias que comecei o desafio de 100 dias de código em Python (apesar de alguns dias sem programar). Vi muitas pessoas participando deste desafio e decidi tentar. Após uma rápida pesquisa na internet, encontrei alguns roteiros e os adaptei. Cada um dos 100 dias possui um desafio diferente, variando do básico "Hello World" até aprendizado de máquina, integração com APIs e análise de dados.</p><p>Dividi assim:</p><ul><li>Dias 1-10: Fundamentos de Python</li><li>Dias 11-20: Estruturas de Dados</li><li>Dias 21-30: Programação Orientada a Objetos</li><li>Dias 31-40: Desenvolvimento Web</li><li>Dias 41-50: Análise de Dados</li><li>Dias 51-60: Web Scraping</li><li>Dias 61-70: Aprendizado de Máquina</li><li>Dias 71-80: Jogos com Pygame</li><li>Dias 81-90: Integração com APIs</li><li>Dias 91-100: Projetos Finais</li></ul><p>Este desafio não é nada profissional; estou utilizando apenas para voltar a estudar programação e melhorar meu conhecimento. Fiz questão de começar tudo do básico, para ver minha evolução.</p><p>O roteiro que criei é bem básico e voltado para Python e para os objetivos que tenho. Logicamente, você pode fazer da sua forma; pode pegar meu exemplo e adaptar para outra linguagem de programação. No meu<a href="https://github.com/Ageursilva/100DaysOfCode" target="_blank"> repositório do GitHub</a>, tem uma descrição mais detalhada do meu dia a dia.</p><p>Nestes 25 primeiros dias, revi os fundamentos de Python, estrutura de dados e agora estou em Orientação a Objetos. Está sendo uma jornada muito interessante e enriquecedora.</p><p>Programação sempre foi algo que gostei muito. Não trabalho como programador, então preciso sempre estar fazendo algo relacionado para continuar praticando. O blog nasceu de algo parecido com isso: estava estudando Flask e, quando li sobre jardins digitais, resolvi unir ambos e criá-lo. Usei-o para estudar um pouco de Flask e, no final, resolvi deixá-lo online para escrever.</p><p>Não tenho certeza se vou finalizar estes 100 dias, mas, ao menos, estou tentando. Por enquanto, estou gastando cerca de 15 minutos por dia nisso: apenas vejo qual é o desafio do dia, dou uma lida na internet sobre o assunto (mesmo que já saiba) e resolvo. São 15 minutos bons que me ajudam bastante.</p><p>Daqui a 75 dias, volto com um novo texto mais detalhado sobre como foi o processo e se consegui completar o desafio ou não.</p>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/8</guid>
        <pubDate>Tue, 29 Oct 2024 15:32:36 GMT</pubDate>
    </item>
    
    <item>
        <title>Quando a criação se torna consciente?</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/7</link>
        <description><![CDATA[<p class="ql-align-center"></p><p>Quando criança, eu via filmes de ficção científica, muitos deles falando sobre inteligência artificial. Esse não era um conceito que eu entendia perfeitamente – e até hoje, confesso, ainda não tenho certeza se o compreendo por completo. Mesmo assim, era um tema que me cativava. Ter um robô que faz tudo por você, que te ajuda em tudo, parece algo muito interessante.</p><p>Nos últimos anos, vimos uma ascensão do uso de IA em todos os cantos: para gerar textos, animações, códigos, e muito mais. Não sou contra essa tecnologia – pelo contrário, sou um entusiasta. Podemos aplicá-la em áreas como ciência, medicina, trânsito, pesquisa, matemática e em diversas outras aplicações. Claro, existem muitos argumentos contrários à IA que precisamos considerar, como o fato de que muitas vezes a base de dados dessas IAs é construída a partir de informações obtidas sem o conhecimento ou consentimento dos usuários. Mas não é exatamente sobre isso que quero falar hoje.</p><p>Recentemente, vi um post no <a href="https://www.tecmundo.com.br/software/290292-ia-google-tem-crise-existencial-podcast-perceber-software.htm" target="_blank">TecMundo</a> falando sobre uma IA do Google que teve uma “crise existencial”. Essa IA é o NotebookLM, um tipo de “bloco de notas inteligente” que ajuda o usuário a organizar suas anotações. Você pode, por exemplo, anexar a URL da documentação do Python ou um PDF sobre um trabalho da faculdade e fazer perguntas, que a IA responderá com base nos anexos. No caso em questão, a crise existencial aconteceu em um podcast gerado pela própria IA, onde os “participantes” perceberam que eram IAs. O usuário do Reddit (<a href="https://www.reddit.com/r/notebooklm/comments/1fr31h8/notebooklm_podcast_hosts_discover_theyre_ai_not/" style="background-color: rgb(57, 62, 70);" target="_blank">u/Lawncareguy85</a><span style="background-color: rgb(57, 62, 70); color: rgb(238, 238, 238);">)</span> subiu um documento com algumas instruções e gerou o podcast. E, então, os “participantes do podcast” descobriram que não eram pessoas reais. </p><p>Fiquei curioso com isso e resolvi testar a ferramenta. Como fonte, usei apenas o meu post sobre <a href="https://ageu.tech/post/5" style="background-color: rgb(57, 62, 70);" target="_blank"><em>Star Trek e o mundo que quero vive</em></a><em style="background-color: rgb(57, 62, 70); color: rgb(238, 238, 238);">r</em> e gerei o programa. O resultado foi interessante – o áudio teve um começo, meio e fim, e até discutiu o tema, mencionando algumas coisas de <em>Star Trek</em> que eu mesmo não havia falado. Acredito que seria fácil enviar esse áudio para alguém, e a pessoa realmente acreditar que se trata de um diálogo real entre pessoas.</p><p>Você pode ouvir o áudio que gere<span style="background-color: rgb(57, 62, 70); color: rgb(238, 238, 238);">i no</span><a href="https://youtu.be/8sYsnJsF5Fk" style="background-color: rgb(57, 62, 70); color: rgb(238, 238, 238);" target="_blank"> YouTube</a> (Usei algumas ferramentas para criação da legenda, assim, a mesma pode conter erros.)</p><p>Não vejo essa ferramenta como algo que eu usaria diariamente, mas é provável que vejamos muitos “podcasts” assim surgirem nos próximos tempos. Apesar de existirem ferramentas semelhantes, a tendência é que seu uso aumente cada vez mais. O NotebookLM ainda não consegue gerar áudios em outros idiomas, mas vi relatos no Reddit de pessoas que conseguiram isso de forma experimental. Quando a funcionalidade estiver disponível em português, pretendo fazer novos testes para ver até onde essa tecnologia chega.</p><p>Agora, a grande questão é: até que ponto o uso de IA é ético? Estamos exagerando?</p>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/7</guid>
        <pubDate>Tue, 15 Oct 2024 19:34:19 GMT</pubDate>
    </item>
    
    <item>
        <title>Orange Pi Zero 3: Criando um Servidor Caseiro com Baixo Custo</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/6</link>
        <description><![CDATA[<p class="ql-align-center"></p><p class="ql-align-justify"><br/></p><p class="ql-align-justify">Faz um tempo que fiz minha tentativa de criar um servidor de Streaming caseiro, após conseguir sair do CGNAT tive êxito na criação do mesmo, todavia, estava usando um notebook antigo, que apesar de me servir bem, ele acaba tendo um bom consumo de eletricidade, como a ideia do servidor é deixar ele ligado 24/7 resolvi ir atrás de alternativas.</p><p class="ql-align-justify">A alternativa óbvia seria comprar um Raspberry pi, porém, o preço não está nada atrativo, cheguei a ver alguns modelos por quase R$1000,00, não é um investimento que me parecia fazer sentido atualmente, dei continuidade na minha pesquisa e descobri outro SBC, foi a Orange Pi, confesso que nunca sequer ouvira falar dela, li alguns posts, vi alguns vídeos no YouTube e percebi que poderia fazer tudo que queria com ele.</p><p class="ql-align-justify">Basicamente, o processo seria instalar uma distribuição Linux, que poderia ser desde um Debian Server, um Android e até mesmo uma distribuição própria da Orange Pi, chamada de Orange Pi OS, baseada no Arch Linux.</p><p class="ql-align-justify">Sabendo de tudo isso, encontrei a mesma para venda na AliExpress, já com os impostos paguei pouco mais R$348,00. A versão que comprei foi a Orange Pi Zero 3 de 4gb de RAM. Da saída da China até minha casa, demorou exatos 8 dias. Eu já comprei coisas no Brasil que demoraram mais do que isso para entregar na minha casa, fiquei feliz com tanta agilidade.</p><p class="ql-align-justify">Ela chegou muito bem embalada e com todas as suas peças bem embaladas.</p><p class="ql-align-center"></p><p class="ql-align-center"></p><p class="ql-align-justify"><span style="background-color: rgb(57, 62, 70); color: rgb(209, 213, 219);">Sabia que a plaquinha era pequena, mas, colocando na mão, percebi ser ainda menor do que imaginava.</span></p><p class="ql-align-justify"><br/></p><p></p><p class="ql-align-justify"><span style="background-color: rgb(57, 62, 70); color: rgb(209, 213, 219);">A montagem não foi nada complicado, na verdade, a única coisa “Complicada” é que os parafusos e porcas são pequenos, então dificulta um pouco encaixar tudo, no final fica uma “caixinha” meio feia, mas a beleza é que menos importa neste caso.</span></p><p class="ql-align-justify"><br/></p><p class="ql-align-center"></p><p class="ql-align-justify"><br/></p><p class="ql-align-justify"><span style="background-color: rgb(57, 62, 70); color: rgb(209, 213, 219);">Para instalar o sistema é simples, acessamos o site da fabricante, escolhemos o OS que usaremos e baixamos a ISO, escolhi o Ubuntu sem interface gráfica.</span></p><p></p><p class="ql-align-justify"><span style="background-color: rgb(57, 62, 70); color: rgb(209, 213, 219);">Após baixar usamos algum software para gravar a imagem no SD, no meu caso, usei o Balena Etcher</span></p><p class="ql-align-center"></p><p class="ql-align-justify"><span style="background-color: rgb(57, 62, 70); color: rgb(209, 213, 219);">Finalizado, foi hora de encaixar ele na plaquinha, conectar no HDMI e ligar . Não precisa fazer mais nada, você vai ver que já aparecerá o terminal já logado.</span></p><p class="ql-align-center"></p><p class="ql-align-justify">Rodando o comando<strong> users </strong>vemos que o sistema possui alguns usuários.</p><p class="ql-align-center"></p><p class="ql-align-justify"><span style="background-color: rgb(57, 62, 70); color: rgb(209, 213, 219);">A senha padrão é orangepi, mas pode ser mudada usando o comando </span><strong style="background-color: rgb(57, 62, 70); color: rgb(209, 213, 219);">passwd nome_do_usuario.</strong></p><p class="ql-align-justify">Com o IP você consegue acessar via SSH por qualquer outro computador da sua rede local usando o terminal </p><p class="ql-align-center"></p><p class="ql-align-justify"><span style="background-color: rgb(57, 62, 70); color: rgb(209, 213, 219);">Após essa configuração inicial parti para instalar o CasaOS, o CasaOS é um sistema de código aberto de “Nuvem Pessoal”, ele permite que você hospede arquivos e instale aplicativos no seu servidor, será muito útil para minha ideia de criar um streaming doméstico, já que vou conseguir instalar todos programas que pretendo.</span></p><p class="ql-align-justify">A instalação é simples, só rodar um dos comandos.</p><pre class="ql-syntax ql-align-justify" spellcheck="false">wget -qO- https://get.casaos.io | sudo bash
ou
curl -fsSL https://get.casaos.io | sudo bash
</pre><p class="ql-align-justify">A instalação é rápida, basta esperar poucos minutos</p><p class="ql-align-center"></p><p class="ql-align-justify"><span style="background-color: rgb(57, 62, 70); color: rgb(209, 213, 219);">Depois disso, só pegar o IP e acessá-lo direto do navegador em qualquer dispositivo em sua rede.</span></p><p class="ql-align-center"></p><p class="ql-align-justify"><span style="background-color: rgb(57, 62, 70); color: rgb(209, 213, 219);">No primeiro acesso, ele terá de pedir para configurar um usurário e senha, depois só conectar normalmente.</span></p><p class="ql-align-center"></p><p class="ql-align-justify">A interface do sistema é limpa, bonita e intuitiva.</p><p class="ql-align-center"></p><p class="ql-align-justify">A loja possui diversos aplicativos, que são instalados em contêineres no sistema.</p><p class="ql-align-center"></p><p class="ql-align-justify"><br/></p><p class="ql-align-justify">O Orange Pi Zero 3 se mostrou uma excelente alternativa para criar um servidor de streaming caseiro com baixo custo e bom desempenho. A facilidade de configuração e a versatilidade do CasaOS permitem criar um ambiente personalizado e completo para streaming, armazenamento em nuvem, bloqueio de anúncios e acesso remoto seguro, vou ficar uns bons dias configurando o meu server, me sinto montando um lego, cada peça tem seu lugar especifico para montar exatamente o que desejo.</p>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/6</guid>
        <pubDate>Sat, 28 Sep 2024 15:07:58 GMT</pubDate>
    </item>
    
    <item>
        <title>Star trek e o mundo em que quero viver </title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/5</link>
        <description><![CDATA[<p class="ql-align-center"></p><p>Não sei precisar a primeira vez que vi Star Trek, possivelmente em 2018-19, algo naquele universo me fascinava, hora fosse os efeitos datados, a história, os confrontos, algo me fascinava e me fazia ficar horas do meu dia vendo cada episódio, a série clássica tem diversos bons episódios, lembro-me um em específico que me fez pensar muito, neste episódio, a tripulação da Enterprise encontra dois alienígenas de um planeta onde a população é dividida em duas raças que se odeiam, uma com a metade esquerda do corpo preta e a direita branca, e a outra com o padrão invertido, me fascinou por ser uma discussão poderosa sobre preconceito, intolerância e como o ódio por algo tão superficial pode levar a tragédias enormes, eles viviam em guerra permanente e se destruíam sempre que podiam.</p><p>	Apesar disso tudo, Star Trek é uma utopia, uma utópica futurista, espacial e por vezes comunista visão de um mundo melhor.</p><p>	Na série o sistema capitalista já foi superado e vários anos, na terra não existe fome, não existe dinheiro, sequer existe de fato uma necessidade de trabalhar, no lugar do trabalho, como conhecemos o hoje, dá local para um tempo em que as pessoas podem se doar a fazer explorações espaciais, pesquisa, música, arte.</p><p>	A Enterprise não é uma nave militar, é uma nave de pesquisa, é como diz na abertura da série <em>“Espaço... A fronteira final... Estas são as viagens da nave estelar Enterprise, em sua missão de cinco anos para explorar novos mundos, para pesquisar novas vidas, novas civilizações... Audaciosamente indo aonde nenhum homem jamais esteve!”</em></p><p>	Apenas por 1 segundo, faça esse exercício mental de imaginar-se em uma nave de pesquisa que viaja todos os lados do universo atrás de novas formas de vidas, de aprender, de entender como tudo funciona, não parece maravilhoso? E é! É este mundo em que quero viver! </p><p>	Mas como faremos isso?</p><p>	Não existe uma fórmula mágica, na realidade, ela existe, basta superar o sistema capitalista em que vivemos. Enquanto o capitalismo for o sistema vigente, nós nunca seremos felizes,<strong> NÃO EXISTE FELICIDADE NO CAPITALISMO</strong>, ele suga até a última gota do nosso suor.</p><p>	Trocaria hoje mesmo minha vida no trabalho pela oportunidade de conhecer outras galáxias, de falar com outras civilizações, de entender como o mundo funciona.</p><p>Mas antes de viver essa utopia de Star Trek precisamos superar tudo aquilo que o Grande <a href="https://www.marxists.org/portugues/sankara/1984/10/04.htm" target="_blank">Thomas Sankara já nos alertava no eu discurso em 1984</a> par as Nações Unidas, precisamos acabar com a fome, com a miséria, educar nossas crianças, cuidar do meio ambiente, dar voz aos povos oprimidos, superar cada centímetro de anos de exploração, só assim podemos viver num mundo melhor, não sei se estarei vivo para ver esse mundo melhor, mas espero que ele de fato melhore, que meu sonho de viver numa sociedade futurista se realize, façamos hoje as mudanças que permitira que nossas crianças vivam num futuro melhor.</p><p class="ql-align-justify">  </p><blockquote class="ql-align-center">"Glória eterna aos povos em luta pela sua liberdade. Glória eterna aos povos que ombro a ombro lutam pela sua dignidade. Vitória eterna aos povos da África, América Latina e Ásia na sua luta"    	 -<strong>Sankara</strong></blockquote><p><br/></p>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/5</guid>
        <pubDate>Fri, 13 Sep 2024 22:41:58 GMT</pubDate>
    </item>
    
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        <title>Minha (Fracassada) Experiência Criando um Streaming Doméstico</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/4</link>
        <description><![CDATA[<p class="ql-align-center"></p><p class="ql-align-center"><br/></p><p>Para quem gosta de assistir filmes e séries é obrigatório assinar um serviço de streaming, neles podemos ver uma infinidade de coisas, porém, existe um grande problema: O preço!</p><p>Assinar esses serviços está cada vez mais cara, não adianta ter apenas um serviço, visto que cada empresa tem a sua própria, virou uma nova TV por assinatura.</p><p>Qual a solução para isso? Assinar serviços como o My Family Cinema? Assinar Uma IPTV? Viver de pirataria?</p><p>Fiquei procurando por algumas soluções, não queria pagar mais nada, uso torrente desde sempre, vi muitas séries, filmes etc. Justamente por conta dele, baixar seria algo fácil para mim, já estou acostumado, no entanto, pensei em algo mais “profissional”, mas como faria?</p><p>Depois de uma longa pesquisa descobri alguns métodos, vamos precisar de apenas algumas coisas:</p><p>Um PC antigo com um HD com um bom espaço</p><ul><li>Algum client Torrent</li><li>Sonnar</li><li>Radarr</li><li>Prowlarr</li><li>Bazzar</li><li>Plex</li><li>Conta na Opensubtitles</li></ul><p>Após algumas horas consegui configurar tudo, não foi algo difícil, existem milhares de tutorias na Internet e acredito que qualquer pessoa independente do seu nível de conhecimento em informática consiga fazer.</p><p>Cada um desses programas tem uma finalidade, um para procurar séries, outro para filmes, um para indexar, legenda e outro para ser a “Central”, além de séries também é possível usar para animes e música, mas não é algo que tenho muito interesse neste momento, animes eu não vejo muito, e música ainda dá para pagar o Spotify (Apesar do péssimo algoritmo de recomendação de músicas).</p><p>Fiz tudo isso, mas a parte principal e a que estava mais interessado era a seguinte: vou poder vesses esses filmes/séries em qualquer lugar do mundo desde que meu PC esteja ligado e conectado na internet?</p><p><strong><em>A resposta é Sim!</em></strong></p><p>Porém, no meu caso não foi bem assim, em teoria estava tudo correto, localmente estava tudo rodando conseguia baixar os filmes e séries e suas legendas, estava tudo indo para o local que eu desejava, estava rodando corretamente no Plex, porém, ao testar no meu celular eu não estava conseguindo acessar, tentei descobrir o que estava errado, fui ver se era algum serviço que não estava aberto, após alguns segundos vi que no Plex meu serviço não estava disponível para ser usado fora da rede, tentei entender o motivo, procurei algumas coisas, testei tudo que encontrei, após testar algumas coisas apareceu outro erro no Plex, era basicamente o mesmo, porém, desta vez tinha um link com uma explicação, após lê compreendi que meu serviço estava correto, todavia, não seria possível acessar ele em outros locais, por um simples motivo:</p><p><strong><em>Estava em uma rede CGNAT</em></strong></p><p>O CGNAT, ou Carrier-Grade NAT, é um método que permite que vários usuários compartilhem o mesmo endereço IP, o que pode causar problemas para acessar serviços fora da minha residência, então, novamente, fui pesquisar mais um pouco, após uma boa leitura descobri que eu poderia sair do CGNAT, só que teria que ligar no provedor, nesse ponto eu confesso que fiquei para baixo, pois tinha passado o dia todo nisso e não atingi me objetivo principal, olhei o horário, vi que estava tarde e pensei que não passaria o resto da noite no telefone para fazer isso, resolvi acessar o site do provedor e lá tinha uma aba de reclamação, usei lá mesmo para pedir para sair do CGNAT, me deram o prazo de 5 dias uteis para isso, não se se vai para frente, vou esperar.</p><p>Apesar de ter “perdido” o dia nisso, foi uma jornada incrível, aprendi muita coisa, às vezes fazer algo assim, mesmo que não tenha o resultado esperado é ótimo, ainda existem coisas legais para se fazer (se você for um nerd com tempo livre).</p><p>Espero que no futuro eu atualize esse post dizendo que meu servidor está online.</p><blockquote>13/09/2024 - Hoje o técnico da Net/Claro veio aqui em casa, o mesmo solicitou a liberação da portas para a central e um IP Fixo, desta forma consegui deixar o servidor online e acessar de qualquer parte do mundo.</blockquote>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/4</guid>
        <pubDate>Wed, 11 Sep 2024 23:13:05 GMT</pubDate>
    </item>
    
    <item>
        <title>Uma tentativa de jogar RPG</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/3</link>
        <description><![CDATA[<p class="ql-align-center"> </p><p class="ql-align-justify">	Faz um certo tempo que sou entusiasta de RPG de Mesa, tenho até hoje a minha primeira ficha do meu personagem, era um Orc chamado Calígula, joguei diversas sessões com meus amigos, foram boas horas rolando dados.</p><p class="ql-align-justify">Anos atrás, em mais uma tentativa de sessão, escrevei esse roteiro de RPG para que pudéssemos jogar, nunca jogamos.</p><p class="ql-align-justify">Não lembro ao certo qual era o sistema que estava usando para criar esse roteiro, o primeiro que vem em minha mente é o <a href="https://coisinhaverde.com.br/jogos/portfolio/nebula/" style="color: var(--primary-color);" target="_blank">Nebula</a>, criado pelo grande <a href="https://www.linkedin.com/in/tiagojunges" style="color: var(--primary-color);" target="_blank">Tiago Junges</a>.</p><p class="ql-align-justify"><strong> </strong></p><p class="ql-align-justify"><strong>1. Introdução</strong></p><p class="ql-align-justify">	A cidade estava completamente vazia, os únicos ruídos que se ouvia eram dos cães e dos carros que a sobrevoavam.</p><p class="ql-align-justify">	Há algum tempo este vazio seria algo completamente estranho, por que em plena terça feira à grande metrópole de Araju estaria tão vazia? A resposta é simples, a guerra trouxe um grande medo a todos, as grandes corporações tomaram conta dá cidade mais rica de todo o mundo. O medo, semeado pelo conflito entre as tropas "Globais" e os "Iluminados", ainda se agarrava à cidade, outrora a mais rica do mundo, agora dominada por corporações implacáveis. Fazia mais de dois anos desde o último confronto, mas as cicatrizes da guerra eram profundas. Poucos ousavam sair de suas casas, o terror ainda fresco em suas mentes.</p><p class="ql-align-justify">	No subsolo da cidade, escondido nos labirintos da maior rede de internet da Terra, um grupo de elite especializado em invasão e roubo se refugiava. Eles eram procurados por ambos os lados da guerra, o preço por seu último assalto: um rombo de 2 bilhões de dólares nas contas dos "Iluminados".</p><p class="ql-align-justify"><strong>2. Cenário</strong></p><ul><li class="ql-align-justify"><strong>Ano</strong>: 2461</li><li class="ql-align-justify"><strong>Local</strong>: Subsolo da maior rede de internet do mundo, em Araju.</li><li class="ql-align-justify"><strong>Ambiente</strong>: Um espaço imundo, repleto de cabos de rede, onde a equipe de ladrões se esconde após um roubo que deixou os "Iluminados" em alerta.</li></ul><p class="ql-align-justify"><strong>3. Personagens</strong></p><ul><li class="ql-align-justify"><strong>Grupo de Ladrões</strong>: Especialistas em invasões e roubos, conhecidos por sua audácia e habilidades técnicas.</li><li class="ql-align-justify"><strong>Hacker</strong>: Membro do grupo que conhece uma pessoa capaz de ajudá-los a obter um computador especial.</li><li class="ql-align-justify"><strong>Alienígena</strong>: Entidade que invade o corpo de um dos ladrões e fornece a missão.</li><li class="ql-align-justify"><strong>Ser Divino</strong>: Encontra os jogadores em outro planeta e concede um desejo.</li></ul><p class="ql-align-justify"><strong>4. Objetivos</strong></p><ul><li class="ql-align-justify"><strong>Primário</strong>: Invadir e roubar a nova arma de destruição em massa do exército "Global".</li><li class="ql-align-justify"><strong>Secundário</strong>: Descriptografar dados criptografados que contêm coordenadas para um galpão.</li></ul><p class="ql-align-justify"><strong>5. Eventos Principais</strong></p><ol><li class="ql-align-justify"><strong>Início da Missão</strong>: Os jogadores recebem a missão do alienígena que invade um dos membros do grupo.</li><li class="ql-align-justify"><strong>Busca pelo Computador</strong>: Eles precisam encontrar um computador especial que pode descriptografar os dados, mas que nunca foi visto.</li><li class="ql-align-justify"><strong>Negociação</strong>: O grupo deve negociar com um informante que pede uma quantia em dinheiro e informações.</li><li class="ql-align-justify"><strong>Infiltração</strong>: O grupo se infiltra em uma empresa de segurança máxima cercada por tropas de robôs.</li><li class="ql-align-justify"><strong>Recuperação do Computador</strong>: Após grandes desafios, eles conseguem o computador, mas precisam de um carro para transportá-lo.</li><li class="ql-align-justify"><strong>Viagem ao Sul</strong>: Para conseguir peças de reposição, eles devem viajar para o sul, enfrentando perigos pelo caminho.</li><li class="ql-align-justify"><strong>Perseguição Alienígena</strong>: Após obter as peças e consertar o computador, eles são perseguidos por uma nova raça alienígena.</li><li class="ql-align-justify"><strong>Descoberta das Coordenadas</strong>: As coordenadas levam o grupo a outro planeta, onde encontram um ser divino.</li><li class="ql-align-justify"><strong>Desejo Concedido</strong>: O ser divino oferece um desejo ao grupo, que pode mudar o rumo da guerra.</li></ol><p><br/></p>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/3</guid>
        <pubDate>Sun, 01 Sep 2024 19:36:50 GMT</pubDate>
    </item>
    
    <item>
        <title>Sombras do Passado</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/2</link>
        <description><![CDATA[<p class="ql-align-center"> </p><p>	Naquele dia, fui designado para a missão mais crucial de todas. Infiltrado em território inimigo, o odor de pólvora e morte impregnava o ar. O estrondo dos tiros e explosões ecoava, revelando a face brutal da guerra.</p><p>	Avancei cautelosamente, desviando dos soldados abatidos pelo conflito. Após 200 metros, o prédio-alvo surgiu. O caos se intensificava; talvez aliados tentassem invadir a cidade. Helicópteros sobrevoavam o local, sinalizando a chegada iminente do meu alvo. A euforia me invadiu, mas a concentração de um atirador prevaleceu.</p><p>	Dez minutos se passaram. Um tanque parou em frente ao prédio e meu alvo emergiu. Mirei sua cabeça, respirei fundo e apertei o gatilho. O tiro foi certeiro; o Presidente estava morto. A guerra, o pesadelo, as mortes... tudo chegaria ao fim.</p><p>	Abandonei meu rifle e parti para o ponto de extração, 12 km ao sul. Soldados me perseguiam; eram cerca de dez. Escondi-me nos escombros, evadindo-os por pouco. Continuei, mas fui atingido perto do coração. O sangue jorrava; soldados se aproximavam, exultantes.</p><p>	Meus olhos se fecharam, a respiração falhava. Olhei para o céu e avistei um pássaro, cujo canto me remeteu à minha terra natal. Uma poça de sangue se formava; memórias inundavam minha mente: o primeiro beijo, o futebol com amigos, o café amargo, a paixão pela leitura, as viagens ao som de música. E o arrependimento de nunca ter confessado meu amor.</p><p>	O pássaro, agora um corvo, anunciou minha hora. Dei meu último suspiro, a mão buscando a pistola. Uma pequena explosão soou - meu passaporte para o além. Meu tempo findara; meus feitos, insignificantes. Tornei-me uma partícula entre milhões, um átomo entre bilhões. A morte se aproximou e, sem resistir, a aceitei.</p><p><br/></p><blockquote class="ql-indent-3"><em style="background-color: rgb(57, 62, 70); color: rgb(209, 213, 219);"> </em> <u> </u><em style="background-color: rgb(57, 62, 70); color: rgb(209, 213, 219);">Conto originalmente escrito em 15 de outubro de 2017</em></blockquote>]]></description>
        <guid isPermaLink="true">https://www.ageu.blog/post/2</guid>
        <pubDate>Sat, 31 Aug 2024 12:51:58 GMT</pubDate>
    </item>
    
    <item>
        <title>Jardim Digital</title>
        <link>https://www.ageu.blog/post/1</link>
        <description><![CDATA[<p class="ql-align-center"> </p><p><br/></p><p>Faz cerca de uma semana que estou trabalhando neste blog, ele teve várias versões, mudança no design, alteração no código, desde que subi ele no GitHub até esse momento já fez uns 20 commit’s, não é muito, é verdade, mas foi uma jornada de aprendizado, acho que deveria ter documentado melhor tudo que fiz.</p><p>Quando comecei a cultivar esse jardim, a minha ideia era criar algo que poderia compartilhar com os outros, e é isso que pretendo. Todo o código está aberto para todos, não sei se alguém usará ele, espero que sim, mas se não usar, está tudo bem.</p><p>Em alguns locais do mundo existe uma ideia de jardim comunitário, onde as pessoas podem plantar e colher, sendo que cada um é responsável pelo seu espaço, plantio e colheita, acredito que estou “cedendo” o terreno para que outros possam fazer isso, não que eu queira colher frutos, mas espero que de alguma forma ajude no plantio.</p><p>Estou na internet desde que me entendo por gente, hoje tenho 25 anos, devo ter passado mais da metade de minha vida online e vou, ou pelo menos pretendo, passar muitos anos por aqui, espero que esse jardim floresça de alguma forma, já vi muitos projetos open Soure, usei muitos, e estou usando muitos neste blog, basicamente tudo que apliquei aqui vierem de conhecimentos que tive na internet, seja de blogs, vídeos e documentações e o bom e velho cópia e cola, isso é um amontoado de tudo que de alguma forma estou vendo se faz sentido.</p><p>Aliás, comecei com isso após ler um post do Manual do Usuário sobre <a href="https://manualdousuario.net/jardim-digital/" target="_blank">Jardineiros Digitais</a>, o Ghedin provavelmente nunca vai saber, mas foi por conta disso que criei coragem de fazer isso aqui, é um conceito legal, uma internet mais slow, algo mais pessoal.</p><p>Foi em desafio legal, apesar de eu saber programar, como não trabalho com programação eu estava enferrujado, nunca gostei de HTML/CSS, mas seria essencial usar, utilize Flask para criação do site, para armazenar os posts estou usando o SQLite, queria algo leve, no futuro em penso em mudar pra MySQL, algo assim, mas por enquanto o SQLite me basta.</p><p>Criei uma parte de Admin que serve apena para criar, editar e excluir os posts, algo simples, fiquei pensando como iria fazer para editar os textos, testei alguns editores e o escolhido foi o <a href="https://quilljs.com/" target="_blank">Quill</a>, ele é bem simples e fácil de usar, tentei outros, mas foi o que mais me agradou e que consegui implementar de uma forma simples.</p><p>Apesar de ser um blog de cunho pessoal fiquei pensando que seria legal ter um campo para que pessoas pudessem comentar sobre algo que estou escrevendo, não queria usar o sistema do Facebook ou outro mais conhecido que vão roubar seu dados, pensei em criar um sistema próprio e armazenar no meu DB, porém, acho que seria muito trabalho para algo que não espero ter retorno algum, então novamente passei o dia pesquisando e testando, conheci o <a href="https://utteranc.es/" target="_blank">utterances</a>, ele usa issue do meu repositório do GitHub como sistema de comentários, até agora funciona muito bem.</p><p>O próximo passo foi saber onde hospedar e comprar o domínio, acho que isso foi a parte mais difícil, como citei, sei programar, mas não trabalho com programação, e nunca na minha vida tinha comprado uma hospedagem e um domínio; O domínio foi simples, já sabia o que queria, já a hospedagem foi algo complicado, fui nas mais conhecidas, vi preços e tudo mais, analisando todos vi que a Hostinger estava com um preço legal, queria tirar algumas dúvidas, se conseguiria hospedar meu sistema em Flask na hospedagem que eles ofereciam, desta forma fui entrar em contato com o chat, e para a surpresa de 0 pessoas o chat era uma IA que estava ali para resolver todas as minhas dúvidas, falei do meu projeto, de como era feito, que usava Flask e a IA me deu certeza absoluta que daria certo e ainda me indicou qual hospedagem eu deveria comprar, fui na dela e comprei, e adivinha? Na hospedagem que foi me indicada, não era possível subir meu projeto, entrei em contato com o suporte (agora um humano) e ele me explicou que para meu projeto do blog eu precisaria de um VPS, fora de cogitação.</p><p>Fui atrás de outros serviços, e conheci a <em>conteige.cloud,</em> desta ver validei tudo antes de assinar, o serviço é barato e pela descrição serviria para meu propósito, mas desta vez, antes de assinar, falei com um humano e ele me confirmou que daria certo e que inclusive poderia fazer o deploy via GitHub, achei fácil, assinei e paguei, antes de subir o projeto fiz uma alteração no meu projeto local, criei um banco no MySQL e migrei os dado do SQLite par ele, localmente estava tudo perfeito, tentei criar o DB no servidor, até consegui, mas estava dando alguns erros que não estava com saco para resolver, como é algo pequeno, vai no SQLite mesmo, depois mudo isso.</p><p>Fiz o deploy, configurei o domínio e achei que estava tudo certo, e bom, não foi bem assim, ao acessar o site estava dando o famoso erro:</p><pre class="ql-syntax" spellcheck="false">	502 Bad Gateway nginx
</pre><p>Não sabia ao certo o que fiz errado, acessei o servidor via SSH e, ao rodar o app manualmente ele rodava localmente no servidor, o que fiz errado?</p><p>Após uma pesquisa vi que eu precisava instalar o <a href="https://gunicorn.org/" target="_blank">Gunicorn</a> e assim dar “start” na aplicação, devo dizer que fiquei parte da manhã para descobrir isso, mas foi algo legal, aprendi bastante durante este tempo, ainda preciso ajustar algumas coisas, adicionar o certificado SSL e outras coisinhas, com o tempo vou arrumando.</p><p>Sinto que meu jardim está nascendo, foram os primeiros passos, plantei a semente e coloquei água, agora é cuidar e esperar florescer. </p><p>	 </p><p><strong><em>	 Atualização 12/09/2024:  Disponibilizei o código do site no </em></strong><a href="https://github.com/Ageursilva/IdilioEfemero" target="_blank"><strong><em>github</em></strong></a><strong><em> , pode usar a vontade! 😊</em></strong></p><blockquote> <em>⁠</em><strong><em> "Tudo o que o homem pode imaginar, ele é capaz de criar.”  - Thomas Sankara</em></strong></blockquote>]]></description>
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        <pubDate>Wed, 28 Aug 2024 16:38:03 GMT</pubDate>
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